Olho para os teus olhos e tudo o que eles me dizem traduz-se em amor.
Também sei que tens orgulho. Que faço coisas que tu, por mais que quisesses, nunca conseguirias fazer.
Sei que tens na tua vida um lugar para a minha. Que já morreste de muitas maneiras para que eu pudesse viver.
Sei tudo. Só nunca soube se gostas tanto de mim por ser como sou ou por ser tua filha.
Afinal de contas, o que mudaria se por algum acaso, eu não fosse a tua filha?
O que farias com o amor que sentes por mim?
Depois, questiono-me: Gosto de ti por seres como és ou por seres minha mãe?
Também não sei e, por isso, fico sem coragem para te perguntar o mesmo.
E, para tranquilizar-me, penso para mim que nos gostamos e isso, é capaz de ser suficiente.
Inexplicáveis, como todos os amores.
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