Nākamā pietura:


Aterramos os dois no lugar mais pacifico do mundo. Eu tento falar e fazer-te rir. Ficaria feliz ao mínimo movimento do teu zygomaticus major. Mostro-te músicas novas a pensar que te distrai mas voltas a chorar.
Não gostas de estar preso. Eu sou igual a ti. Ninguém gosta de estar preso. Todas as manhãs, quando acordo, penso sempre que estou presa. 

Este é o lugar mais pacifico do mundo, dizes-me. É mesmo, em dias de sol é incrivelmente bonito e em dias de neve é genuinamente sereno.
Nas conversas banais há confissões. Há silêncios que falam. Palavras que gritam. Também há medos escondidos, saudades declaradas e suspiros reveladores.

Há dias que penso que quando pude devia ter mudado de vida e começar uma coisa nova numa cidade que descobria tudo de novo. Penso sempre nisto, depois choro-me e rio-me por dentro.
Penso nisto e acabo sempre a imaginar o que estaria a fazer se há uns anos tivesse mudado de vida. Não estaria a ver-te dormir nem teria possibilidade de te ter abraçado quando choraste. Não ia sentir a tua falta no verão nem conheceria o lugar mais pacifico do mundo. 

Sim, estou melhor aqui. 

Não fosse isto e eu nunca saberia que alguém no mundo queria que eu acreditasse na vida. Com a sinceridade toda das palavras. É impagável e bonito. Demasiado bonito para não perceber que estou melhor aqui. 
Hei-de sempre abraçar-te a acreditar na vida porque isso é bonito. Demasiado bonito para deixar de acontecer.


Sem comentários:

Enviar um comentário