Nunca me minto:

Não gosto nada de junho.
Não o aguento muito mais. É um facto. O problema é sempre o mesmo.
A nostalgia traz-nos sempre o mesmo final.
Viro as costas e espero por melhores dias.
Garanto: Nunca saltarei do barco. Nunca abandonarei aquilo que mais me faz feliz. Nunca duvidarei de quem mais quero. E, sobretudo, quem mais quero ser.
Não aguento muito mais, é um facto. Um cenário, género cena final.
Sorte a minha, julho está já aí e em julho tudo é muito mais fácil.

(Quase que me esqueço. Quase. Quase. É difícil mas quase que me esqueço. É a cabeça que alimenta a memória. As coisas ridículas, as boas e as más. Odeio não poder falar contigo. Odeio, com força. Odeio, como se fosse o sentimento mais feio do mundo. As memórias são sempre difíceis de apagar. O frio da tua casa. O teu perfume que pus no meu passaporte, para que não houvessem fronteiras entre nós. Os recados escritos à mão, a tua letra - redonda e intemporal. Lentamente, luto contra a memória. Odeio não poder falar contigo. Mente lenta que só quer olhar o céu e acreditar que algo nos alimenta vida. A memória quase sempre serve para esvaziar, lentamente.)

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