Somos a palma e a mão:

Enquanto mostrava a palma da mão e ouvia a interpretação daquilo que lhe liam, olhava para mim e perguntava-me:

- Achas que sou assim? Se calhar é assim que as pessoas me vêem ou então sou mesmo isto... Quando nos conhecemos, foi isto que pensaste?
- É assim que os outros te vêem, sim... Mas eu sempre soube que eras melhor.
- O importante é saberem ler-nos o coração, as mãos não interessam para nada, pois não?

Não lhe respondi. Fechou a mão, levantou-se e disse: Do meu coração percebes tu, não é por linhas que as pessoas vão lá.

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