DECIF 2012:

Tu vais voltar. Não é que te espere mas imagino-te a chegar. Hás-de voltar no momento em que o fogo que sentimos se começar a extinguir. Logo naquele momento em que começamos a enganarmo-nos a acreditar que nada poderia ter sido diferente e não poderia ter existido mais nada do que aquilo que existiu. Coisas que colidiram ocasionalmente. Coisas que exigiram existir no mesmo tempo e espaço. Roubaste-nos noites. Fechámos os olhos e num segundo estava tudo a arder à nossa volta.

Se o mundo acabasse amanhã, seria como se acabasse daqui a cem anos. Ficariam demasiadas coisas por fazer. Quero-te longe. Convem-me ter-te longe. Volta melhor.

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