Te echo de menos:

Já não sei se esperar é um ato de coragem. Não sei se o que sobra é amor ou um instinto de sobrevivência muito apurado. O tempo faz-nos velhos e é por isso que toda a gente foge dele. A vida morre, as pessoas mudam mas o tempo nunca acaba. O cabrão do tempo que faz-nos mudar de planos, que adia a nossa vida porque o momento ainda não é o certo. Esse gajo despersonificado que faz-nos ouvir pedidos de desculpa pelos atrasos. E eu espero sem saber de que espera sou feita. Espero porque há dias que tenho tempo para esperar. Espero porque o mundo é tão pequeno e há tanta gente. Tanta gente a levar tristezas dentro. E esperas. E alegrias. Tanta gente num mundo tão pequeno à espera de tanta gente. Esperamos uns pelos outros e pode acontecer aparecer-nos alguém melhor do que aquilo que esperávamos. Pode acontecer que nesse ato solitário (ou corajoso?) de esperar possamos refazer-nos e mudar também aquilo pelo qual esperamos. E então, nesse momento, já não esperamos por aquele que nos fez esperar mas por este que nos diz que há-de chegar. E esperamos porque o tempo faz-nos velhos e nós não o queremos apanhar. Foge dele.

Tu quédate:

Evito-te mais do que uma criança evita a cama na hora de adormecer. Fazes o meu telemóvel tocar e, nesse preciso instante, começa a doer-me a barriga, tenho vontade de ir à casa de banho, só mais uma vez. Peço para contarem-me uma história e quando terminam, já não tenho dores na barriga mas fome. Nunca somos tão bons como parecemos nem tão maus quanto pensam. Na incapacidade de conseguir-te falar, escrevo-te para ficares.

Nous étions formidables:


Da psicanálise:

Confundiram o meu ato falhado por uma falha de atenção e, no entanto, não esqueço que isto foi uma manifestação reprimida.

A educação sexual nas escolas:

É uma vergonha porque limitam-se a falar em contraceção e DST's a miúdos que vão para casa e encontram pais que nem sequer sabem explicar o que é o amor.

É esta a profissão mais importante do mundo?

Percebemos que a educação está muito mal em Portugal quando lemos que professores conseguem ter as as mesmas atitudes que os seus alunos.

Porque é que as mulheres fingem orgasmos?

Uma palavra: Ge-ne-ro-si-da-de.

Eu sou Deus:

Isto de ter uma grande auto-confiança não é o resultado de muitos sucessos. É uma certeza muito evidente de que serei sempre a primeira e última pessoa com quem posso realmente contar. É saber que o meu corpo não se há-de separar de mim. É ter noção de que, aconteça o que acontecer, nunca deverei satisfações a ninguém senão a mim.
No fundo, isto de ter uma grande auto-confiança resulta de um fracasso e de uma habilidade parca de acreditar que serei boa o suficiente para manter os outros comigo o tempo todo.

Sobre o talento:

Ver a Miley Cyrus na The Backyard Sessions cala a boca a tanta gente.

Ser bombeiro no inverno:

Poucos conhecem o desespero. É uma coisa tão forte que eu espero que poucos o tenham visto. O desespero e a angustia têm muita força. Não há desespero nenhum na morte em si. Não é desesperante morrer-se numa cama ou numa sala de operações. O desespero cresce pela dor que vemos sentir à nossa frente.

O desespero vem do sangue. Na bala que ficou dentro do corpo. De alguém que nos pede para morrer. O desespero vem dos gritos. Em pais que pedem milagres. Nas costelas partirem debaixo das mãos durante uma reanimação. O desespero vem das palavras. Das más e das feias, mesmo quando as últimas são sempre de amor. No desespero também há amor. Camuflado, escondido mas o amor continua lá. O desespero é a violência. É um corpo sujo de nódoas negras. É uma corda ao pescoço e nada mais a fazer. É o choro dos outros e nada mais a fazer. O desespero da negação quando já não há nada a fazer. É no início da vida já existir uma sentença de morte. O desespero é quase sempre o fim. O desespero é pegar na caçadeira e matar o melhor amigo por causa de um jogo de futebol. É estar no mesmo metro quadrado com alguém que matou outra pessoa minutos antes. O desespero é à beira da morte recusar uma ida ao hospital porque não temos dinheiro para pagar o regresso a casa.

Poucos conhecem o desespero como os bombeiros conhecem. Mais do que isso, poucos têm noção do desespero que os bombeiros conseguem ver. Ninguém sai de um serviço a olhar o mundo da mesma maneira porque o desespero está lá. E é no desespero que ligam a pedir ajuda, é no desespero que aparecem, é com o desespero que lidam e é o desespero que levam para casa.
É por isso que todos podem ser bombeiros mas poucos aparecem por lá.


Estas palavras non son mas que emociones:

Escribo para dejar de extrañarte. Cuesta más olvidar que hablar.
Oye, lo mundo sigue increíble, tio. Lo colibri bate las asas 80 veces por segundo, las hormigas todavía no duermen... Tudo sigue igual.
En cada segundo ocurren cientos de milagros.
¿Cuál sería nuestro futuro?

A música é uma cena muito abstrata:

Ninguém repara mas o Anselmo Ralph é o Mickael Carreira de Angola. 

A Ivone e eu - Do verbo prevenir:

Vamos abraçar-nos todos os dias até ao dia 17 deste mês.
O mau olhado e a inveja andam aí, temos de prevenir-nos.

Os Silence 4:

Vendaram mais de meio milhão de disco. Talvez um fenómeno como os Silence 4 não volte a acontecer em Portugal.
1998, nascia o Silence Becomes It e eu começava a gostar de música.
Dois discos em dois anos. Fui à estreia do segundo em Leiria mas ainda não perdoei os meus pais por não me terem deixado ir ao concerto do Coliseu com 15 anos. 
1998 e arriscaram cantar em inglês.
1998 e nascia uma das melhores bandas portuguesas de sempre.
Estávamos em 1998 e eu nunca mais olhei para a música da mesma maneira.
Foram uma banda do caraças, diga-se o que se disser. 

Vão voltar para dois concertos em 2014 e eu fico muito feliz.

El puto inverno:

Gracias por aquel hermoso año, que vivimos una vez y fue tan bonito que jamas se repetirá algo igual.  Que no se corte la locura, seguir matando algo.

Che cosa vuoi che te dica io?

Fazes anos hoje e não sei como dar-te os parabéns.
Começo sempre a dizer-te como foste importante para mim e acabo sempre a dizer que desejo-te o melhor. Passado um mês tu retribuis-me e eu continuo sem saber como agradecer.
Talvez hoje diga que foi por tua causa que aprendi a por-me no lugar dos outros e que isso foi, provavelmente, das coisas mais bonitas que alguém já me ensinou.

A vida é um comboio, este blog esteve para chamar-se assim:

E dei de caras com aquela pergunta: E se voltasses atrás seis anos e meio no tempo?

Desdobrei-me em mil memórias. Seis anos e meio depois, a vida continua um comboio. Não sei se ainda me resta alguma coisa desse tempo. A pessoa que foi não é a mesma pessoa que veio. Sabia que um dia ia olhar para trás e reparar que tudo aconteceu há muito tempo. Mas... E se a pessoa que veio, voltasse atrás, seis anos e meio?

Quantas vezes podemos mudar? 

Dá-me um like:

Nem tudo é mau, foi preciso outra pessoa morrer para deixarm de falar do Walker

Dá-me um like:

Todos adoravam Mandela. As pessoas são tão boas quando morrem. Eu ainda estou viva e sou tão má que enerva-me ver o homem no facebook, scroll sim scroll não.

5 de Dezembro:

Nunca te esqueço. Estás entre os dias mais importantes e os mais bonitos da minha vida.
Hei-de ser sempre uma parte de ti. Que estranha, esta sensação de ver-te chegar e, ainda hoje, conseguir voltar a sentir tudo o que senti há uns anos.
5 de Dezembro, trato-te como pessoa e tirava dez anos da minha vida para ver-te outra vez. Sei que não voltas e ao mesmo tempo continuas por aqui.
Obrigada pelas memórias.

Como é que se cresce?

Não é o que se vive, é o que se vê.

Dos mesmos criadores de "Só eu é que sei e os outros estão todos mal":

Há uma cobardia grande nas pessoas que criticam reality shows e cantores como o Justin Bieber ou a Britney Spears.
Gostava muito de discutir o assunto com alguém que tenha uma ideia diferente, fica aqui a dica.

Do verbo respeitar:

Olharmos para a pessoa com quem falamos como se fossem a pessoa mais importante para nós naquele momento.
E são mesmo. Da senhora que me dá o troco no supermercado até à minha mãe.

A Ivone e eu:

Ela acha que é razoável uma ginecologista perguntar a uma mulher o número de pessoas com quem já se envolveu.
Eu acho que nada justifica a pergunta embora não me importe de ser confrontada com isso.

Como qualquer discussão, nunca chegamos a nenhuma conclusão. Ela fica com a razão dela e eu com a minha mas é nestas alturas que sentimos falta de uma terceira pessoa para desempatar.

Analogias descompensadas:

O maior poder do corpo humano são as células estaminais. Células tão diferenciadas que conseguem transformar-se em qualquer tecido do corpo humano. O poder advém da adaptabilidade e ainda assim, são células que se transformarão naquilo que quiserem ser.
Piaget defendia que a inteligência é a capacidade de adaptação de uma pessoa e antes disso já as células estaminais sabiam que para se ser feliz é preciso ser-se livre. 

Do absoluto aleatório:

Eu podia ser o Marcelo Rebelo de Sousa da música.

O que é natural é bom:

Escrevo textos ao ritmo do pensamento.
Não os releio, não os edito. Não lhes dou importância, também.
Tenho este dom de acabar um texto sem saber sobre o que escrevi. É um dom tão grande que põe em causa e reflecte a qualidade do mesmo.

Amanhã já é hoje e hoje é tão agora:

Nunca quis mais do que isto. Um sorriso sincero e uma possibilidade infinita de escolhas para viver.
Tornamos eternos os melhores momentos e continuamos convictos que fizemos sempre o melhor. A velhice é imune ao tempo e a juventude não depende da idade. Esquecemo-nos disto vezes sem conta mas quando a senhora vestida de preto entra no autocarro levantamo-nos para ela sentar-se. Temos esta parca capacidade para reconhecer nos outros o que queríamos que reconhecessem em nós. Suspiramos, olhamos à volta, continuamos a acreditar que fizemos sempre o melhor. Não há linhas a separarem as nossas certezas. Regressamos aos sítios onde fomos felizes e crescemos outra vez. Estamos sempre a um passo de tornarmo-nos melhores e quando damos esse passo já percorremos um caminho e temos mais uma possibilidade infinita de escolhas para viver.
A cada passo. No virar de cada esquina. Na imensidão dos dias que nos faltam atravessar. Na vertigem dos medos. No fulgor dos dias, faça chuva ou faça sol. Nas tempestades que se avizinham e em todas as bonanças que irão resultar daí. Hoje é sempre o momento. De regressar aos sítios onde fomos felizes. De crescermos outra vez. De darmos o passo na direcção certa, mesmo que viajemos de autocarro e alguém nos roube o lugar. Hoje é sempre o momento.

As pessoas deviam propor-se a fazer apenas aquilo em que são realmente boas:

A reportagem da TVI que passou sobre o espectro do autismo é fraca. Vergonhosa, quase. São quase trinta minutos de testemunhos descontextualizados, de terapias ilusórias sempre com uma vontade doentia de faze-los parecer cada vez mais nós.
Uma peça sobre autismo que nem no principio nem no fim consegue dar uma definição sobre o que é esta síndrome nunca poderia ser boa.

Música:

Voltei a apaixonar-me pelos White Lies. É uma paixão ainda maior do que a que tive há uns anos atrás. Não lançaram nenhum album recente mas continua tudo a fazer tanto sentido.

A sorte da muito trabalho:

A habilidade nasce connosco, é o talento natural, o que sabemos sem nunca ninguém nos ter ensinado.
A técnica é o que dá trabalho, a repetição do gesto até à perfeição.
Um remate e um passo seguro e certeiro, não nasce do talento mas do trabalho. A selecção falha neste detalhe porque domina os jogos pelo talento mas não os ganha nem marca golos devido à falta de técnica.
(A sociedade portuguesa tambem é assim).

Portugal:

Não me apetece ver-te amanhã. 

A Ivone e eu:

Temos um dueto.
Cantamos desde Anselmo até aos Beatles.
Puro talento ou não fossemos nós pessoas flexiveis.

A Ivone e eu:

Disse-lhe que andava com vontade de ser porca e marcou coisas para esta noite.
A amizade tambem pode ser isto.

Da vida:

O grande desafio não é saber dar as respostas, é pôr as perguntas.

O método do dedo no ar devia ter alternativa:

Apontar não é feio e apontar para o céu tem uma dimensão simbólica bonita mas a questão é: pormos o dedo no ar, independentemente daquilo que não temos para dizer e quando, no fundo, está em causa quem é que foi o primeiro a por o dedo no ar e não tanto o que se distingue pela diferença das respostas. 
É isso, estamos a criar pequenos narcisistas ao invés gente autentica.

Atitude:

Há momentos nas nossas vidas que mudam tudo. São o rastilho daquilo que vai desenhar o que seremos a partir dali. Não são os traumas, é o que nos dizem e guardamos para sempre. São as memórias que persistem, um resto qualquer que nunca se esquece.

Ainda Blatter vs Cristianinho:

Se transferirmos a história para um plano pequeno, teremos mais ou menos isto: Alguém que não conhecemos de lado nenhum a dar-nos a sua opinião sobre duas pessoas que conhecemos de vista.


os homens medem-se mais pela maneira como reagem a uma provocação do que pela provocação que fazem aos outros:

Não sei quantas horas trabalha o Blatter enquanto presidente da FIFA. Imagino que muitas, tantas que às vezes precise de distanciar-se disso.
Blatter é um homem igual a nós. E qualquer homem é educado para formar opiniões com os pormenores que absorve do ambiente em que está inserido.
Blatter é presidente da FIFA mas não deixe de ter uma opinião. Blatter pode expressar a sua opinião porque embora seja presidente da FIFA, continua a ser homem antes e depois disso, sempre.
Há horas em que Blatter é o homem e há horas em que Blatter assume um cargo na FIFA. E, parecendo que não, uma coisa separa-se da outra porque Blatter não é vinte e quatro horas seguidas uma coisa ou outra. Blatter em vinte e quatro horas tem direito a ser uma coisa e outra.
E quando Blatter, num evento privado, expressa a sua opinião, não está a assumir o cargo mas o homem que é.

Portugal revira os olhos, suspira e faz petições porque para criticar os nossos estamos cá nós. E esquecemo-nos que a liberdade também é isto, ouvir o que não gostamos com a mesma condescendência que gostamos de dar a nossa opinião.

No meio desta historia, o único que poderia ter o direito de ter uma opinião sobre o que Blatter disse, era o próprio Cristiano e, ainda assim, foi dos que falou menos.

As pessoas devem ser julgadas quando comentem crimes, não quando divergem de opinião:

José Socrates mostrou hoje, no Alta Definição, porque é que continuo a gostar dele, respondendo de forma eximia sobre o que separa a verdadeira política da vida pessoal, a todos os que o atacam, ainda hoje, gratuitamente.

De alegria e de tristeza cada um tem um pedaço que é o seu:

Muda o angulo e mantém as circunstâncias: Vê-te pelos teus olhos nos comportamentos dos outros.

Turn on:

A felicidade latente com que acordas todos os dias.

Isto do amor:

Escrevi sobre a Bárbara e o Carilho, porque isto do amor dos outros não me diz respeito mas quando essa história entra pelo computador e pela televisão em horário nobre tenho uma opinião.
Escrevi tudo e depois conti-me para não publicar porque deve haver sempre uma distância prudente entre aquilo que pensamos sobre a vida dos outros e sobre a nossa própria vida.

Somos todos iguais mas alguns são mais iguais que outros:

É ver grupos de pessoas a abanar bandeiras, a elevar a voz e a fazer marchas por uma causa que defendem porque ora sentem-se discriminados, ora ninguém os respeita.
Querem fazer-se ouvir tão alto que ofendem na mesma proporção.

São os que levantam a voz contra o racismo, porque a cor não nos define, mas que rejeitam a classe política, como se uma profissão definisse alguém.
São os que levantam a voz contra a homofobia, porque a orientação sexual não nos define, mas que rejeitam e rotulam quem ouve música comercial e vê reality shows, como se a arte e o entretenimento definissem alguém.
São os que levantam a voz a favor dos animais, porque afinal alguém tem de falar por aqueles que não conseguem, mas que são a favor da pena de morte e a calar alguém para sempre.
São os que levantam a voz contra a corrupção, porque as pessoas querem-se sérias, mas que fazem downloads ilegais, prejudicando diretamente os artistas.
São os que levantam a voz conta a pobreza, porque há tanta gente a passar mal por este mundo, mas que nunca perderam um minuto a falar com um sem abrigo.
São os que dizem, de peito cheio, que o mundo é um sitio de gente má, mas que nunca ponderaram fazer nenhum tipo de actividade social.

Somos todos muito bons a defender o nosso metro quadrado. Temos os moralismos todos estudados. Defendemos o bem e, se alguém ousar contrariar-nos, temos uma mão cheia de ofensas e uns olhos tapados a tudo o resto. E depois, temos esta falta de empatia assustadora uns pelos outros e eu fico sempre surpreendida como somos capazes de defender tanto a democracia.


A confiança precisa de ser vigiada de perto:

Diz para não copiarmos ao mesmo tempo que sai da sala de aula. E eu não sei se esta é uma mulher que confia cegamento ou se gosta de fingir que não sabe que é enganada.

Ai, este mundo:

Os homens serão sempre razoavelmente básicos, porque são violentos e as mulheres incontornávelmente as suas vítimas.

Ainda os orgasmos:

Cada um dá, para ter.

Sobre os orgasmos:

Cada um é responsável pelo seu.

(Isso de estar a olhar para o teto à espera dele, já acabou.)

Dois e dois são quatro:

As pessoas só respondem a duas emoções: O medo e o amor.
Quando nos afastamos de uma, começamos a caminhar para a outra.

A primeira vez:

- I'm from Portugal.
- Really?! I love Moonspell, do you know them?


Não se faz boa música em Portugal mas a melhor é levada lá para fora.

Ódios de estimação:

Blind Zero.

Isto do argumento da natureza tem muito que se lhe diga!:

Gritam aos sete ventos que a homossexualidade é natural. Afinal de contas, há muitas espécies do reino animal onde isso pode ser visível.

Mas, a verdade, é que no mundo animal também podemos verificar pais a acasalarem com filhos, irmãos a parirem de irmãos e não é por isso que estamos perto de aprovar o incesto.

Isto do argumento da natureza tem muito que se lhe diga!:

Fala-me da natureza e logo a seguir da falsidade. Diz-me que gostam da natureza, por ser o que há de mais livre no mundo. Queixa-se da falsidade das pessoas, dos que nos rodeiam.

E eu lembro-me daquelas aranhas fêmeas que matam os machos depois de acasalarem.

A natureza é tão livre e as mulheres são tão cabras.

Incongruências:

Não conhecemos os nossos vizinhos mas eu gosto muito de viajar para conhecer pessoas e culturas novas.

Nao sei se ria ou se chore:

Pessoas que nunca foram rebeldes a experimentarem, aos 30, a rebeldia que deixaram fugir na adolescencia.
"Porque ha sempre uma criança dentro de nós e eu sou tão livre que faço aquilo que m'apetecer"

Sim, é.

"É sempre tudo como tu queres!"

Turn on:

Homens de fato de treino.

Fraquinhos:

Pessoas que gozam com Miley Cyrus estão ao mesmo nível das que fazem piadas fáceis com políticos.

Não te iludas, rapaz:

Diz que já não tem medo do mau humor das mulheres desde que me conheceu.

Turbo Lento:

Não gosto o último álbum dos Linda Martini.

Instantâneo:

Sair das aulas e apetecer-nos fazer uma tatuagem, só porque sim.

Dá-me um like:

Pessoas que ficam "doentinhas" no fim-de-semana são as mesmas que contam as horas para sair com o BFF.

I belonged to no one - who belonged to everyone, who had nothing - who wanted everything with a fire for every experiences and an obsession for freedom:

Ninguém cabe numa palavra só. Ninguém é bom ou mau todos os dias. Ninguém se faz pela definição do dia que corre. Somos todos tão iguais, trazemos e levamos o melhor e o pior, de uns para os outros. Vamos de tolerantes a assassinos. Procuramos todos o mesmo. Vivemos na mesma sombra e queremos sempre o melhor para nós. Queremos ser bons nalguma coisa, que a chuva nunca desfoque e que o sol seja cada vez mais nosso. Precisamos de amor ao mesmo tempo que fodemos o mundo inteiro. Temos sempre uma carência constante de alguém gostar de nós, muitas das vezes isso é suficiente para gostarmos do outro. Falamos dos maus, sabemos que eles existem mas, como crianças ainda iludidas pelo poder, evitamos fazer parte deles. Queremos ser heróis no mundo de alguém, o mágico que transforma um baralho de cartas num coelho albino antes de adormecer. Não temos nada a perder e muitas pessoas para surpreender. Não percamos tempo. Temos medo de perder a última novidade, de não chegar a horas e sempre... sempre o medo de ficarmos sozinhos. Quando formos velhos não há-de sobrar nada, havemos de ter feito tudo, do amor ao ódio. Apesar dos arrependimentos do que se deixou por fazer, havemos de ter feito tudo. Procuramos todos a pessoa com quem possamos pensar em voz alta e esquecemo-nos de aprender a viver sozinhos. Nascemos no centro das atenções e morremos com um par de olhos que se desviam porque a vida hoje dá tanto trabalho. Toda a vida é uma sucessão de perdas mas nós teimamos em dizer que amanhã vai ser melhor. Estaremos às portas da morte, teremos feito tudo mas já não desejaremos pelo amanhã. Talvez um mágico com um baralho de cartas porque ninguém cabe numa vida só.

(Dizem que não sabem definir a música que eu oiço e eu acho que o que eles querem dizer é que não me sabem definir.)

Defesas:

Esta facilidade em desligar pessoas da minha vida.
Nunca vou perceber como é que esqueço os momentos que fui feliz e das pessoas que proporcionaram isso.

Nem tudo são rosas, senhor:

Tenho de ouvir musica persa várias vezes ao dia.

You're my must have:

Leio-lhe o mapa astral. Estou cada vez melhor nisto, agora já não basta o ascendente. A sinastria também acha que somos felizes juntos. Pergunta-me o que vi nele e está tudo ali, à frente dos meus olhos. Linhas simétricas como sinal de futuro. Os planetas todos a dizerem que sim. As entrelinhas a concordarem com tudo e o riso dele.... O riso dele que faz o meu aparecer.

Só os verdadeiros artistas buscam inspiração na dor.

Estou feliz e apetece-me escrever.
É uma felicidade que não é publicável mas ainda assim arde cá toda.

Factos:

Há mais de três anos que nos cruzamos.
Há um dia apaixonei-me por ti.

I owe you one

Anos depois, eis que posso ser-lhe util. Nao desperdiço a oportunidade, sempre gostei que os outros fiquem em dívida para comigo.
Desta vez não ficou nada por dizer. É a prova que podemos corrigir erros antigos embora depois já não faça qualquer efeito.
Continua igual, palavras e atos. Continua igual e deixou de fazer sentido. 
Continuemos.

Incongruências:

O INEM é uma merda. Demoram sempre a chegar, o sistema tem falhas imperdoáveis e cometem-se erros graves que se traduzem em perdas humanas.
O INEM tem o dever de garantir um serviço de socorro de emergência médica e a partir daí, as pessoas acham-se no dever de criticar e julgar uma entidade e os seus profissionais.
As pessoas não sabem mas existem vezes em que as ambulâncias ficam retidas e não podem dar uma resposta adequada a casos graves por situações de chamadas falsas, ferimentos tratáveis com gelo ou um penso rápido, discussões familiares ou até casos sociais.
As pessoas não sabem mas o INEM só chega quando mais ninguém consegue ajudar, como ajuda diferenciada. As pessoas não sabem mas também elas têm um dever perante a sociedade. As pessoas não sabem mas deveriam saber fazer suporte básico de vida ou, mais simples ainda, ligar para o112 e responder ao que é estritamente essencial.
O  INEM é o ultimo a chegar e mesmo assim consegue ter os profissionais a serem insultados pela demora quando à chegada não está nenhum familiar ou popular a fazer nada à vitima.
As pessoas são tão ávidas a insultar e apontar o dedo. A culpabilizar tudo e todos quando grande parte das falhas estão nas próprias que não sabem utilizar um serviço convenientemente.
Uma ambulância é um bem que necessita de ser racionalizado para situações de risco de vida. Não é um taxi que se pode ter em cada esquina.
As pessoas não sabem mas também tem o dever de respeitar a marcha de emergência de um veiculo prioritário e facilitar as ultrapassagens. As pessoas não sabem mas há o clima, há a distância, há centenas de condicionantes que atrasam o socorro.
O INEM é o último a chegar e mesmo assim, quando chega não vê trabalho feito. Também compete às pessoas, a cada um, fazer a sua parte e aprender a ajudar o INEM.
Que o receio não passe pela demora do socorro chegar mas mais pelo facto de se acontecer alguma coisa não termos ninguém que possa fazer algo até o INEM chegar.

Doctor, tell me, i´m ok?

É a palavra dita que move o mundo. Esquece as imagens que valem mais do que mil palavras, é o que sai da tua boca que no final do dia conta. Podes dar a mão e até aperta-la com força mas enquanto não disseres que está tudo bem, continua a ser só uma mão contra a outra, à espera das palavras que custam dizer. 
É provável que depois disto se conclua que os escritores são uns cobardes.

Celeste:

Quero-te livre e simples.

"Estamos vivos, avisem as pessoas que gostam que hoje voltamos todos para casa."

Se já consegui criticar o sentido altruísta dos voluntários, também sou capaz de chegar-me à frente e dizer que a maior parte das vezes onde se lê "reconhecimento", deve ler-se "condições de trabalho".
Os bombeiros não querem ganhar dinheiro nem vivem de aplausos. Não precisam de tempo de antena em horário nobre nem sobrevivem à custa do verão. Não são um grupo marginalizado nem heróis.
Uma farda em condições. Veículos que nos ofereçam segurança. Refeições a horas decentes. Água gratuita. Local apropriado para descansar e tomar banho. Um rádio de comunicações aos homens que estão na linha da frente. Ordenamento florestal. Prevenção e fiscalização. Forças militares do nosso lado. Eram coisas que nos calavam por algumas dezenas de anos.
E não, a culpa não é do governo nem de quem nos comanda. Sobram poucas pessoas...

Aprende esta condição:

Não duvides: A liberdade é o que tens de mais precioso. A liberdade, ao contrário do que dizem, não acaba onde começa a liberdade do outro. A liberdade não tem limites, nem imposições. A liberdade é aceitarmos as consequências das nossas escolhas e, mais do que isso, não reduzirmos as nossas escolhas  por medo do efeito. O teu desejo não é seres feliz. Vais querer ser livre, acima de tudo e de todos. Tens amigos, és feliz. Tens filhos, és feliz. Tens objectivos, és feliz. Estás vivo, és feliz. És feliz mas podes não ser livre. A liberdade são as nossas leis, as nossas regras. A liberdade concentra tudo, o bom e o ruim. Vai dos oito aos oitenta e dá espaço à felicidade. Depois da liberdade, não sobra nada, nem o impulso de uma personalidade adolescente. Não é fazer o que te apetece às escondidas porque tudo o que se oculta, aprisiona-te.  A liberdade, acredita, não é seres sincero enquanto estás sozinho em casa. É vires ao mundo, dares um passo em frente e atreveres-te a assumir o que escolheste para ti. A liberdade não nos expõem, abre-nos caminho. É sermos confrontados com o problema e não recuar. É sermos fieis ao que é nosso e só sabermos viver assim. A liberdade não implica nenhuma luta, é pacifica na hora de adormecer porque somos só nós e o que escolhemos. Somos nós a aceitarmos as consequências todas disso, a colhermos todos os frutos e, ainda assim, a sermos felizes. A liberdade não te acomoda nem conforma. A liberdade quer permanecer e não depende de ninguém.

Tu tens que dar um pouco mais do que tu tens:

Se Deus realmente existir há-de ter um par de metros guardados para mim.
Não sei se para cima ou para baixo mas hão-de estar lá.

Verbo de encher:

Voluntário não quer dizer amador.

Estar onde ninguém pode, fazer o que ninguém quer:

A mão que se estende a pedir ajuda não é a mesma que agradece.

Podia ter sido eu, várias vezes. Vezes demais:

Entrei nos bombeiros no ano em que morreram dezasseis homens em combate.
Oito anos depois, já morreram mais quarenta e dois.
Não sei se o que sobra da morte em fazermos aquilo que mais gostamos é a glória ou a ironia mas sei o que nos faz continuar e isso chega.

No sitio do costume:

Cancelámos o jantar. Continuamos sem saber quantas somos. Por mais contas que façamos, falta sempre uma. Neste caso, não faz falta quem está. 

A minha poesia são onomatopeias:

Se a ouvires é porque chegaste lá.

Na luz que se precipita, os olhos alcançam o que eu não posso tocar

Três palavras, uma oração. A vida toda no intervalo entre o sono e o adormecer. A clarividência do que se arquiteta por dentro. A vontade disfarçada de impulso. E o mundo a conjugar o caos, o tempo todo. 

Should i love you more?

Em caso de dúvida, foda.

Seremos o que quisermos:

Somos sempre a soma da liberdade que tivemos de escolher a nossa atitude em qualquer circunstância da nossa vida.
E, como em todas as circunstâncias, há possibilidades infinitas.

it's times like these you learn to love again:

É a adrenalina que se faz sentir. É o medo constante de ser impotente, a angústia de não poder fazer nada, de vacilar nas alturas em que ninguém espera que o façamos.
É a sensação de insegurança que nos assola, o medo de conhecer o destino, o não saber quem vamos encontrar.
Talvez seja isso que nos mova.

Sexta-feira negra:

Terá Marcelo Rebelo de Sousa dado uma infusão de camomila a Judite de Sousa ou chá preto?

His lips are still druken by the taste of my lips:

Histórias que começam por acaso podem dar bons finais de livros.

Meridiano que nos separa:

Parecendo que não, existe diferença entre perguntarem-nos de onde somos e onde nascemos.

Do you want something simple?

A traição, para além de todas as outras aceções, é um ato de liberdade, como a mentira. 
A consequência pode ser recompensadora. 

I am too young to take it so hard:

Dizem que sou a pessoa mais livre ao mesmo tempo que dizem que sou a pessoa mais democrática.
E eu acho que a democracia já pouco tem a ver com a liberdade.

Point your finger and choose your side:

As pessoas que se apressam a julgar as motivações que levam os outros a fazerem o que poucos fazem, são as mesmas que ao fim de um dia de trabalham, descansam o corpo no sofá e a ultima preocupação que têm é desligar a televisão antes de irem para a cama.

Não façam perguntas difíceis:

Menti e fiquei de consciência tranquila.

Ocorrência boa:

Corrigiu o meu engano a dizer que os melhores estáo sempre na ponta da lingua. E eu soube naquele momento que já pertenci aos melhores.

Tu és só o que eu te empresto

O que nos separa é o mesmo que nos junta: A mentira.

We're not cops, people are happy to see a firefighter arrive:

Ainda não sei o que é a coragem. Não sei se roça o egoismo ou a bondade. Se passa por avançar quando os outros recuam ou se será avançar porque não temos outro caminho.
Digo que a coragem vem do desespero ao mesmo tempo que acredito que vem da esperança. Talvez não haja diferença entre ter coragem ou comportarmo-nos como se a tivéssemos. 

Consentir, a definição:

Deixarmos que nos façam aquilo que não podemos fazer aos outros. Se, a juntar a isso, dissermos um "ele é que começou", como quem lava as mãos daquele problema porque nós nem queríamos que isso acontecesse, fica ainda melhor.

Ódios de estimação:

Gente que não se toca. Ou tocando-se, não sentem os limites.

Não queres, pois não?

Às vezes faço convites a amigos na esperança que não os aceitem.

Conselhos de amiga:

Torna-te leve.

Ódios de estimação:

Pessoas que ainda insistem em piadas fáceis sobre o governo e os políticos. 

Nem tudo é o que parece:

Digo-lhe que percebo de nos e percebeu que estava a falar no plural.

Cenas que ninguem repara:

Tom Chaplin, vocalista dos Keane, é o cantar mais competente do género mas ainda não sei se é o melhor.

Garantias:

É possível sentirmos saudades de pessoas que não gostamos e passarmos por elas sem dizermos nada.

Quando já nada é intacto:

Há dias que dou por mim a fazer coisas que não sou eu. E a ser uma coisa que não sou eu. Há dias em que acordo num corpo diferente e não consigo sair de lá, fico a assistir a uma consequência de acontecimentos que não sou eu mas que saem de mim.

G., já mereces o teu nome no meu blog:

Continuo a não gostar de ti, mas agora mereces o meu respeito.

Amigas, bora para a água, bora saltar todas juntas! Vamos dizer todas amigas forever:

A saudade só existe na memória. Na minha memória só existes tu.

O desporto é uma cena muito abrangente:

Vejo o jogo da Michelle de Brito com a Sharapova e penso que são capazes de gemer mais alto que eu.

Dá-me um like:

Escrever Michelle de Brito no facebook vai dar direito a tantos likes como um bebe no meio dos animais ou o Diogo Morgado vestido de Jesus.

Promoção válida nos próximos dois dias.

Alerta vermelho:

O Mandela vai morrer e vamos ser bombardeados com a noticia.
Preparem-se, saiam de casa e não vejam noticias.

Se um dia me casasse...

Tinha o Sway do Dean Martin a abrir a pista de dança.

Paradoxos:

Gostar de alguém e não estar com essa pessoa.

A Ivone e eu:

"Já te vi sobria e a dançar muito porcamente."

Contra factos não há argumentos:

As mulheres nunca dizem nada só por dizer.

Ódios de estimação:

Vasco Palmeirim.

Dúvidas:

As pessoas que julgam os participantes dos reality shows, acham que o preconceito é sinal de...?

Isso, falta de inteligência. É no mínimo contraditório.

Mensagens que me deixam feliz:

"5 anos, continuamos cá! abraço"

Factos engraçados:

O Brasil apresentou a candidatura para o campeonato do mundo em Março de 2003.
Em outubro de 2007, foi oficialmente anunciado como o país a receber a competição.

E quando é que o mundo decide vir para a rua dizer que isso era má ideia? Em 2013, um ano antes do campeonato começar. Faz todo o sentido!

Coisa de gordos:

Nunca são gordos. Estão inchados.
E aposto que é por causa da retenção de líquidos.

Dá-me um like:

Esquece, agora a moda são hashtags.

Querido diário:

Dá-me paciência e um paninho para a embrulhar.

Ódios de estimação:

The National.

Não sei se ria ou se chore:

A minha época de exames acabou e ninguém me avisou.

Turn on:

Ignorarem-me.

Turn off:

Andarem com a máquina fotográfica atras.

Exames, desigualdades e coisas aborrecidas:

Ora dizem os alunos que não foi justo que nem todos tenham tido oportunidade de fazer o exame. E os que não fizeram sentem-se desiguais.

Então e a desigualdade de frequentar escolas com professores e rankings diferentes?
E a desigualdade de ter diferentes recursos para aceder às melhores escolas? Às explicações e condições de estudo em casa?
E a desigualdade que é uns terem pais formados e empenhados e outros não? e terem de ir à segunda chamada?

Esquecem-se que durante todo o ano foram sujeitos a desigualdades e por isso não há mal nenhum repetirem o exame noutro dia qualquer. Quando os argumentos falham tudo serve para fazer barulho.

Coisa maiii llinda:

O mundo virtual emocionou-se porque um médico grego fotografou um bebé que nasceu ainda dentro do saco amniótico.

O que as pessoas não sabem é que este é um médico burro.

Dá-me um like:

A situação do Brasil é má. Eu preocupo-me bué com os outros.
E como é que posso demonstrar a minha preocupação? Publico coisas sobre isso!

Ichh:

Nem todas as mulheres se vestem para as outras mulheres.
O meu ego é um homem de barba que de manhã diz "hoje comia-te!".

A Ivone e eu:

Falamos do futuro e percebemos que não estamos a viver o presente que deveriamos.

Celeste, conselhos práticos:

Reserva tudo para quem mais te aprecia.

Ódios de estimação:

Pessoas que dizem "com vocês".

Pontos nos i's:

O responsável por greves que prejudicam declaradamente os alunos chama-se Mário Nogueira.
O responsável pela degradação das condições dos professores é o Nuno Crato.

A justificação de que o ministério poderia ter mudado a data do exame é uma falácia porque o sindicato também poderia mudar a data da greve, uma vez que o calendário de exames foi discutido entre as duas partes há muito tempo.

Quem usa os alunos como arma de arremesso são os professores porque, sentindo-se prejudicados pelo governo, dificultam a vida aos alunos como retaliação.

Nuno Crato não fez nada de especial desde que chegou ao governo. Mário Nogueira leva anos como dirigente sindicalista e a única coisa que fez foi organizar protestos. 

Da ironia:

Os alunos que não fizeram o exame sentem-se injustiçados.
De quem é a culpa? Do ministro, claro!

Sou artista logo posso sofrer:

Ver a Lana Del Rey em cima de um palco ou uma vela a arder é a mesma coisa.

Beijos, pessoas especiais:

Vejo a morte quase todos os dias. Não me impressiona, apenas me faz lembrar a vontade que tenho de estar perto de vocês.

Talvez sejamos metade de duas coisas:

O que pensamos que somos e a imagem que os outros têm de nós.

Conheces?

Aquelas pessoas que andam sempre a dizer que gostam de frontalidade mas depois quando a confrontamos com isso ficam chateadas.

Contra factos não há argumentos:

Todos os gordos gostam de gatos.

Talvez ainda possa ser a maior:

Quatro línguas por dia.
E ao fim de quatro anos ainda não sei letão.

Um pau de dois bicos:

Os segredos são forças de bloqueio que de forma silenciosa e subtil se interpõe na relação com os outros.

Coisas que pouca gente sabe:

O viagra não tem qualquer efeito em homens com uma função erétil normal.

Portugal dos pequeninos:

Os professores queixam-se o ano todo e depois perdem a razão quando organizam greve em dia de exame nacional.
Em nome do futuro da classe profissional prejudicam os alunos, que deveriam ser os maiores aliados nas suas formas de luta.

Conheces?

Aquelas pessoas que pedem para que não se chore enquanto choram.

Também não sei a quem fui herdar esta mania.

Porque é que eu escrevo?

Às vezes apetece-me mandar as pessoas à merda e não posso.
O meu superego está de muito boa saúde.

Virgens - Dizem por aí:

"O sexo não é a coisa mais importante na vida."

A Ivone e eu:

"És a pessoa que eu sei que mesmo que não falemos durante dez anos eu posso ligar-te e saber que se precisar muito tu vais ter comigo a qualquer parte do mundo."

Se não tens nada de importante para dizer, cala-te:

Anda por aí um esperto que escolheu as dez piores bandas da música portuguesa.
Depois li que é jurista e mestre em direito e desculpei-o. 

Portugal aos portugueses:

Pedimos uma indicação e depois aparecem todos a falar ao mesmo tempo. Cada um diz uma coisa. E cada um tem um caminho.
Típico.

Vocações:

Casa com um homem rico e depois faz como se faz em relação à sweeps - aprende a gostar.

Os portugueses às vezes parecem parvos:

Gozaram com a Romana por cantar o "Não és homem para mim" e depois elogiam a Luísa Sobral pela mesma canção. Por cantar pelo nariz e por ter uma viola. E talvez por estar na moda também.

Não faz sentido mas os portugueses adoram o rotulo e o preconceito.

Perderam uma caloira tão boa:

"Não gostas de praxes? Logo tu que és toda festivaleira?!"

Eu explico:

Os amigos podem ser verdadeiros e não serem para sempre.

Dá-me um like:

Como em tudo na vida, é uma coisa meia tácita. Tu dás-me um like e eu sinto-me obrigada a retribuir com outro like.

Do que tenho mesmo saudades?

Do mIRC.

É simples:

Tudo o que é da vida herdou sentido.

Ainda o iTunes:

Indie. Eletronica. Pop. Alternativa. Fado. Portuguesa. Brasileira. Hip-hop.

Estou para os generos de musica como para a vida, nos dias maus sou incoerente e nos dias bons sou recetiva a coisas novas.




iTunes:

Mais de 200 euros na minha wishlist.

Idolos e companhia:

Até hoje só conheci um programa do género onde tenha saído um justo vencedor e nem foi em portugal.

Não sou da geração à rasca:

Não pertencemos a nada mas temos contas em tudo o que é rede social.

Como é que se pode saber que é amor?

Questionas mas não duvidas.

Vai na volta...

... E se calhar os finais felizes são histórias que ainda não tiverem fim.

Dá-me um like:

Os estudantes foram à queima. As mães das minhas amigas escrevem mensagens de bons dias e boas noites. Os desempregados passam o dia a por likes aleatórios. Os que têm mais de 2000 amigos vão dizendo por onde andam. Os saloios publicam a comida que comem. Os intelectuais citam livros que o comum mortal não conhece nem entende. Os fracos aproveitam para mandar indiretas. Os treinadores de bancada mandam bitaites sobre futebol. Os que não percebem de tecnologias limitam-se a partilhar as coisas dos outros. Todos têm queixas mas quando saem à rua são semmpre "muito amigo do amigo", têm o sonho de "ser feliz" e odeiam pessoas "hipócritas que se metam na vida dos outros".


São modas:

Usam t-shirt e gorro ao mesmo tempo, não vá o tempo de repente pregar uma partida.

Dá-me um like:

Fotografam-se em tronco nu e depois consegue ver-se a casa de banho ao fundo.

Coisas modernas:

A facilidade que as pessoas têm de chamar amigos a pessoas que acabaram de conhecer.

Paradoxos:

Passam o dia a comer enquanto se queixam que estão gordas.

Paradoxos:

Há quem passe a noite a puxar o vestido para baixo mas que perca dias a escolher vestidos curtos.

Conheces?

Aquelas pessoas que comentam no blog dos outros para auto-promover o próprio.
Fica mesmo bem transformarem a assinatura num endereço url.

Tão certo como dois e dois serem quatro:

A maior parte das pessoas que dizem que "mais vale só que mal acompanhada" é porque sabem que não arranjam ninguém.
Eu acho chato não ter ninguém para lavar a loiça.

Dá-me um like:

Escrevem cartas no facebook para as pessoas que já lhes morrerem.
Coitados, têm medo que se percam, todos sabem como são os correios em Portugal.

Contradições:

"Gosto muito de fado, o meu preferido é a Gaivota."

Contradições:

"Gosto muito de ler mas já não leio nada há muito tempo."

Depois admiram-se:

Há mulheres que insistem em usar calções com a celulite à vista. 

Aqueles momentos:

Em que estás a jogar ao jogo do nunca e numa das pergunta só tu é que bebes.

Devia fazer isto mais vezes:

Pediu-me um motivo para estar feliz. Apontei para os amigos.

A Ivone e eu:

Sempre que menti acreditou. Ontem contei-lhe a verdade e pensou que eu estava a gozar.

Conheces?

Aquelas pessoas que tiram fotos quase nuas mas depois têm vergonha de despir-se num balneário.

Conheces?

Aquelas pessoas que usam um decote que não segura as mamas mas que ficam incomodadas quando alguém olha.

Dá-me um like:

Publicam pensamentos intelectuais e depois comentam cheios de erros gramaticais.

Dá-me um like:

Citam as coisas que disseram na noite anterior entre amigos no facebook e depois toda a gente pensa que são muito felizes e sociais.

Pessoas, ninguém quer saber disso para nada.

Celeste, conselhos práticos:

Não deixes de julgar as pessoas pela aparência. Não te sintas culpada se fores para a cama com alguém só porque tem bom aspeto porque se correr mal podes dizer às tuas amigas que pelo menos era bonito.

Tenho um blog fashion:

Já há quem entre aqui por um iPhone.
Que luxo!

O sexo forte:

Os homens ainda não sabem mas o que os prende mesmo a nós é que quando queremos muito uma coisa conseguimos.
Excepto fazer dieta porque eles têm de gostar de nós como somos, a celulite faz parte.

Turn off:

"Não sei, tanto faz. Escolhe tu..."

Turn on:

"É assim porque eu é que mando!"

Não confundam:

Se te derem o que não tens vais ficar contente. Mas se encontrares alguém a dar-te o que te faz falta podes ser muito feliz.

É uma questão de dias:

Não tarda chegam os agricultoras ao telejornal a dizer que querem receber indemnizações do estado por causa da chuva em portugal neste altura do ano.

As cinquenta sombras de grey:

A wikipédia diz que é uma ficção erótica. Um best-seller, andou nas bocas do mundo, já vai em trilogia e vendeu mais que o código da vinci. Parecia que de repente, meio mundo tinha encontrado a formula mágica. E eu, ao contrário do que pensava, só aprendi as coisas que nunca se devem fazer.
Avisem-me se conhecerem por aí pessoas a submeterem-se a este tipo de sexo.

Confissões:

Um dia sonho ser júri num concurso de modelos.
Tenho muito jeito para julgar as pessoas pela aparência, juro.

A adolescência aos 50 anos:

É ver mulheres feitas à entrada das discotecas com medo que não as deixem entrar.

Prós e contras - Coadoção

Isabel Moreira és muito fraquinha a falar, a tua tatuagem é tipo a minha, se não a tivéssemos feito ninguém sentia a falta.
Paulo Corte-Real, genica homem! Caso contrário ninguém consegue levar-te a sério.
Luis Villas-Boas, lembro-me da tua voz de lobo mau mas nunca entendi o que disseste.
Marinho Pinto, se fosses mais novo enchia-te de beijos. Cada vez gosto mais de ti!



Trilogias:

Estou confusa...Também pode dizer-se tri-derrotas?

É tão bonito mas tão difícil saber perder:

"Os jogadores do benfica abandonaram o relvado no momento do guimarães receber a taça."
É por estas e por outras que depois existem anti-benfiquistas. 

Ai Jesus que foi quase!:

O tudo virou nada.
Foi um pleno, perdeu tudo o que havia para perder.

Celeste, conselhos práticos:

Prefere sempre um homem que te chame puta na cama do que fora dela.

O benfica é o maior clube do mundo:

6 milhões de melões.
Incharam três vezes esta época, são os maiores.

Dá-me um like:

E aquelas pessoas que publicam no mural e não se contentando com isso são as únicas a comentarem a própria publicação?

Benfica:

Já perdeste tanta coisa que seria vergonhoso ires para a rua festejar caso ganhasses hoje.

Dos artistas de bancada:

Agora que a Marta Ren passa na rádio é esperar para ouvir comentários a dizer que hoje em dia qualquer pessoa faz uma música. E talvez com sorte a comparem a Áurea.

Celeste, conselhos práticos:

Vão dizer-te que a primeira vez é especial. Também não é verdade. A primeira vez vai ser a pior, a não ser que depois disso te cruzes com um alemão.

Celeste, conselhos práticos:

Vais ler na Bravo que a primeira vez tem de ser com alguém que gostes.
Errado: A primeira vez é para cometeres os erros básicos que não deves cometer com a pessoa que gostas.

Acorda para a vida:

Se ele não te procura nem deseja boa sorte é porque não quero saber de ti. Esquece, desiste.

Ah e tal carpe diem:

Dizem que se deve viver como se fosse o último dia mas eu cá não sou dada a pressas nem me candidatei a primeira ministra, ainda.

Dá-me um like:

É ver pessoas a publicarem no facebook e depois a porem um like naquilo que escreveram. Muitas vezes até são as únicas.
Género: Se eu não gostar de mim, quem gostará? Coitadas.

Dá-me um like:

De repente, é ver gajas a comentar futebol no facebook como se fossem pessoas entendidas no assunto desde pequenas.

Estou bué na moda:

Vocês pensam que não mas toda a gente vê as alças transparentes dos soutiens que usam.

Está cada vez pior:

Nem devia estar a fazer publicidade mas os The Script têm um vocalista que dá pena ouvir ao vivo. Até acho que eles só continuam a vender cd's porque quem faz as back vocals safa aquilo.
Depois, ironia das ironias, é jurado no The Voice.

Então e eu?

Ouvi dizer que as mulheres bonitas não são boas na cama.

Conheces?

Aquelas pessoas que pensam que estão a ajudar mas só atrapalham.

Dos defeitos:

Pessoas que se dizem desconfiadas não são de confiar.

Balada boa:

Ontem senti que fui a que dancei melhor. Normalmente sou para aí a décima primeira. 
Era a única mas que culpa tenho eu?

Really?

Fazer campismo por amor à natureza?
Conheço hotéis com zonas verdes muito bonitas nas redondezas.

E não se fala mais nisso:

A TPM serve para as mulheres dizerem o que andaram a guardar durante o mês.
E pode durar o tempo que quisermos.

Disto percebo eu:

A azar não existe. Deixem o muro das lamentações.

Ainda sobre a co-adoção:

Pensei melhor.
Puseram os interesses dos homossexuais à frente dos direitos das crianças.



Digo eu, com os nervos:

Quem não dança não sabe o poder que a música tem.

Parolo:

Pores no facebook as fotos daquilo que cozinhas.

Aprende comigo:

Se és bom és cínico. Se és mau és um cabrão.
És sempre uma besta quadrada.

É triste:

Inventam flash mobs e harlem shakes e depois desperdiçam aquela quantidade de pessoas para fazerem coisas realmente úteis.

São muitas cabeças a pensar mal.

Mente-me:

Sei mais do que aquilo que pensas.

Verdade, verdadinha:

Vi pessoas no ginásio a lerem uma revista enquanto faziam bicicleta.

A Ivone e eu:

Somos tao amigas que já nem discutimos quem é que paga a conta do jantar. 

Ainda tenho de pensar sobre isto:

É bonito as pessoas serem livremente felizes. Mas acho que ainda não estávamos preparados para ter homossexuais a adotar crianças. 

Cada coisa a seu tempo.

Confissões de sexta-feira à noite:

Convenci-a que ninguém vai sair à noite de saia comprida. Disse-lhe que não dava jeito nenhum para dançar.
A verdade é que não quero que ela vá porque eu não tenho nenhuma para vestir.

A Ivone e eu:

Não mostramos no facebook mas levamos uma vida de luxo, ao alcance de poucos.
O quanto não vale ter amigas a gostar de cerveja, sexo e ainda por cima preguiçosas.

O FF

Veio dos morangos com açúcar mas a verdade é que o rapaz até canta. É bem capaz de ser dos melhores em Portugal.
É pena usar aquele cabelo espetado, mas são modas.

Digo eu, que nunca fui rainha de pistas de dança:

A Ellen é a versão feminina do Jorge Gabriel a dançar.

Eres un crack:

Ligou-me a perguntou-me se ia ser amiga dele para sempre. 

Se cuida, meu bem:

Veio aqui parar uma pessoa do Brasil.
O timing foi bom porque ainda não falei sobre brasileiros. Talvez tenha ficado com boa impressão.

Ódio de estimação:

Às vezes ainda tenho aquela vontade grande de pegar fogo à tua casa e ver-te arder em pijama.

O jargão da informática só serve para trocadilhos:

Veio aqui ao quarto dizer que ia dormir e que a Celeste e a Fernanda iam ser um upgrade de nós. 

Só nos falta o Cavalo de Tróia, de resto tudo certo.

O hipotálamo é lixado!

Diz que um padre foi apanhado a fazer sexo oral. Era um sitio público e era espanhol.
Estou solidária com ele, gostava de dar-lhe um abraço.

Vê se percebes:

Quando choras muito não quer dizer que o amas na mesma proporção.
Não percebes que estás a chorar porque ele gosta mais da outra? Não és a preferida, pára de chorar.

As pessoas não percebem nada:

Usam a inveja para justificar todas as atitudes.

Digo que ela é mesmo feia e pronto, tenho é inveja!
Então e se a gaja for mesmo feia? Pode acontecer.

A culpa é do governo:

Ser pobre e gostar de música não combina.

Encontramo-nos por aí:

Todos devíamos passar por uma desilusão amorosa. Das grandes, daquelas que nos deixam sem apetite.

Ia fazer-me bem. Um dia talvez tenha sorte.

Tenho de explicar tudo:

Também há gente a dizer que tudo se resolve. Normalmente as mesmas que dizem que o mais importante é nunca desistir.

Pessoas, há coisas que nunca se resolvem. Ou morrem ou enterram-se, à força.

Dá-me um like:

Gastam dinheiro em máquinas fotográficas mas as fotografias que tiram só servem para mostrarem aos amigos do facebook que a vida deles não é assim tão desinteressante.

(E depois não percebem que a vida é tão mais desinteressante quanto as fotos que tiram. É tudo uma questão de proporção.)

Mulheres:

O melhor que sabemos fazer é sermos coitadinhas e desgraçadas.

Desistir é para os fortes:

Pessoas que dizem que o mais importante é nunca desistir sao mais fraquinhas do que aquilo que aparentam.

Na maior parte das vezes, a grandeza das pessoas está na coragem com que desistem das coisas.