Fraquinhos:

Pessoas que gozam com Miley Cyrus estão ao mesmo nível das que fazem piadas fáceis com políticos.

Não te iludas, rapaz:

Diz que já não tem medo do mau humor das mulheres desde que me conheceu.

Turbo Lento:

Não gosto o último álbum dos Linda Martini.

Instantâneo:

Sair das aulas e apetecer-nos fazer uma tatuagem, só porque sim.

Dá-me um like:

Pessoas que ficam "doentinhas" no fim-de-semana são as mesmas que contam as horas para sair com o BFF.

I belonged to no one - who belonged to everyone, who had nothing - who wanted everything with a fire for every experiences and an obsession for freedom:

Ninguém cabe numa palavra só. Ninguém é bom ou mau todos os dias. Ninguém se faz pela definição do dia que corre. Somos todos tão iguais, trazemos e levamos o melhor e o pior, de uns para os outros. Vamos de tolerantes a assassinos. Procuramos todos o mesmo. Vivemos na mesma sombra e queremos sempre o melhor para nós. Queremos ser bons nalguma coisa, que a chuva nunca desfoque e que o sol seja cada vez mais nosso. Precisamos de amor ao mesmo tempo que fodemos o mundo inteiro. Temos sempre uma carência constante de alguém gostar de nós, muitas das vezes isso é suficiente para gostarmos do outro. Falamos dos maus, sabemos que eles existem mas, como crianças ainda iludidas pelo poder, evitamos fazer parte deles. Queremos ser heróis no mundo de alguém, o mágico que transforma um baralho de cartas num coelho albino antes de adormecer. Não temos nada a perder e muitas pessoas para surpreender. Não percamos tempo. Temos medo de perder a última novidade, de não chegar a horas e sempre... sempre o medo de ficarmos sozinhos. Quando formos velhos não há-de sobrar nada, havemos de ter feito tudo, do amor ao ódio. Apesar dos arrependimentos do que se deixou por fazer, havemos de ter feito tudo. Procuramos todos a pessoa com quem possamos pensar em voz alta e esquecemo-nos de aprender a viver sozinhos. Nascemos no centro das atenções e morremos com um par de olhos que se desviam porque a vida hoje dá tanto trabalho. Toda a vida é uma sucessão de perdas mas nós teimamos em dizer que amanhã vai ser melhor. Estaremos às portas da morte, teremos feito tudo mas já não desejaremos pelo amanhã. Talvez um mágico com um baralho de cartas porque ninguém cabe numa vida só.

(Dizem que não sabem definir a música que eu oiço e eu acho que o que eles querem dizer é que não me sabem definir.)

Defesas:

Esta facilidade em desligar pessoas da minha vida.
Nunca vou perceber como é que esqueço os momentos que fui feliz e das pessoas que proporcionaram isso.

Nem tudo são rosas, senhor:

Tenho de ouvir musica persa várias vezes ao dia.

You're my must have:

Leio-lhe o mapa astral. Estou cada vez melhor nisto, agora já não basta o ascendente. A sinastria também acha que somos felizes juntos. Pergunta-me o que vi nele e está tudo ali, à frente dos meus olhos. Linhas simétricas como sinal de futuro. Os planetas todos a dizerem que sim. As entrelinhas a concordarem com tudo e o riso dele.... O riso dele que faz o meu aparecer.

Só os verdadeiros artistas buscam inspiração na dor.

Estou feliz e apetece-me escrever.
É uma felicidade que não é publicável mas ainda assim arde cá toda.

Factos:

Há mais de três anos que nos cruzamos.
Há um dia apaixonei-me por ti.

I owe you one

Anos depois, eis que posso ser-lhe util. Nao desperdiço a oportunidade, sempre gostei que os outros fiquem em dívida para comigo.
Desta vez não ficou nada por dizer. É a prova que podemos corrigir erros antigos embora depois já não faça qualquer efeito.
Continua igual, palavras e atos. Continua igual e deixou de fazer sentido. 
Continuemos.

Incongruências:

O INEM é uma merda. Demoram sempre a chegar, o sistema tem falhas imperdoáveis e cometem-se erros graves que se traduzem em perdas humanas.
O INEM tem o dever de garantir um serviço de socorro de emergência médica e a partir daí, as pessoas acham-se no dever de criticar e julgar uma entidade e os seus profissionais.
As pessoas não sabem mas existem vezes em que as ambulâncias ficam retidas e não podem dar uma resposta adequada a casos graves por situações de chamadas falsas, ferimentos tratáveis com gelo ou um penso rápido, discussões familiares ou até casos sociais.
As pessoas não sabem mas o INEM só chega quando mais ninguém consegue ajudar, como ajuda diferenciada. As pessoas não sabem mas também elas têm um dever perante a sociedade. As pessoas não sabem mas deveriam saber fazer suporte básico de vida ou, mais simples ainda, ligar para o112 e responder ao que é estritamente essencial.
O  INEM é o ultimo a chegar e mesmo assim consegue ter os profissionais a serem insultados pela demora quando à chegada não está nenhum familiar ou popular a fazer nada à vitima.
As pessoas são tão ávidas a insultar e apontar o dedo. A culpabilizar tudo e todos quando grande parte das falhas estão nas próprias que não sabem utilizar um serviço convenientemente.
Uma ambulância é um bem que necessita de ser racionalizado para situações de risco de vida. Não é um taxi que se pode ter em cada esquina.
As pessoas não sabem mas também tem o dever de respeitar a marcha de emergência de um veiculo prioritário e facilitar as ultrapassagens. As pessoas não sabem mas há o clima, há a distância, há centenas de condicionantes que atrasam o socorro.
O INEM é o último a chegar e mesmo assim, quando chega não vê trabalho feito. Também compete às pessoas, a cada um, fazer a sua parte e aprender a ajudar o INEM.
Que o receio não passe pela demora do socorro chegar mas mais pelo facto de se acontecer alguma coisa não termos ninguém que possa fazer algo até o INEM chegar.

Doctor, tell me, i´m ok?

É a palavra dita que move o mundo. Esquece as imagens que valem mais do que mil palavras, é o que sai da tua boca que no final do dia conta. Podes dar a mão e até aperta-la com força mas enquanto não disseres que está tudo bem, continua a ser só uma mão contra a outra, à espera das palavras que custam dizer. 
É provável que depois disto se conclua que os escritores são uns cobardes.

Celeste:

Quero-te livre e simples.

"Estamos vivos, avisem as pessoas que gostam que hoje voltamos todos para casa."

Se já consegui criticar o sentido altruísta dos voluntários, também sou capaz de chegar-me à frente e dizer que a maior parte das vezes onde se lê "reconhecimento", deve ler-se "condições de trabalho".
Os bombeiros não querem ganhar dinheiro nem vivem de aplausos. Não precisam de tempo de antena em horário nobre nem sobrevivem à custa do verão. Não são um grupo marginalizado nem heróis.
Uma farda em condições. Veículos que nos ofereçam segurança. Refeições a horas decentes. Água gratuita. Local apropriado para descansar e tomar banho. Um rádio de comunicações aos homens que estão na linha da frente. Ordenamento florestal. Prevenção e fiscalização. Forças militares do nosso lado. Eram coisas que nos calavam por algumas dezenas de anos.
E não, a culpa não é do governo nem de quem nos comanda. Sobram poucas pessoas...

Aprende esta condição:

Não duvides: A liberdade é o que tens de mais precioso. A liberdade, ao contrário do que dizem, não acaba onde começa a liberdade do outro. A liberdade não tem limites, nem imposições. A liberdade é aceitarmos as consequências das nossas escolhas e, mais do que isso, não reduzirmos as nossas escolhas  por medo do efeito. O teu desejo não é seres feliz. Vais querer ser livre, acima de tudo e de todos. Tens amigos, és feliz. Tens filhos, és feliz. Tens objectivos, és feliz. Estás vivo, és feliz. És feliz mas podes não ser livre. A liberdade são as nossas leis, as nossas regras. A liberdade concentra tudo, o bom e o ruim. Vai dos oito aos oitenta e dá espaço à felicidade. Depois da liberdade, não sobra nada, nem o impulso de uma personalidade adolescente. Não é fazer o que te apetece às escondidas porque tudo o que se oculta, aprisiona-te.  A liberdade, acredita, não é seres sincero enquanto estás sozinho em casa. É vires ao mundo, dares um passo em frente e atreveres-te a assumir o que escolheste para ti. A liberdade não nos expõem, abre-nos caminho. É sermos confrontados com o problema e não recuar. É sermos fieis ao que é nosso e só sabermos viver assim. A liberdade não implica nenhuma luta, é pacifica na hora de adormecer porque somos só nós e o que escolhemos. Somos nós a aceitarmos as consequências todas disso, a colhermos todos os frutos e, ainda assim, a sermos felizes. A liberdade não te acomoda nem conforma. A liberdade quer permanecer e não depende de ninguém.