Turn on:

A felicidade latente com que acordas todos os dias.

Isto do amor:

Escrevi sobre a Bárbara e o Carilho, porque isto do amor dos outros não me diz respeito mas quando essa história entra pelo computador e pela televisão em horário nobre tenho uma opinião.
Escrevi tudo e depois conti-me para não publicar porque deve haver sempre uma distância prudente entre aquilo que pensamos sobre a vida dos outros e sobre a nossa própria vida.

Somos todos iguais mas alguns são mais iguais que outros:

É ver grupos de pessoas a abanar bandeiras, a elevar a voz e a fazer marchas por uma causa que defendem porque ora sentem-se discriminados, ora ninguém os respeita.
Querem fazer-se ouvir tão alto que ofendem na mesma proporção.

São os que levantam a voz contra o racismo, porque a cor não nos define, mas que rejeitam a classe política, como se uma profissão definisse alguém.
São os que levantam a voz contra a homofobia, porque a orientação sexual não nos define, mas que rejeitam e rotulam quem ouve música comercial e vê reality shows, como se a arte e o entretenimento definissem alguém.
São os que levantam a voz a favor dos animais, porque afinal alguém tem de falar por aqueles que não conseguem, mas que são a favor da pena de morte e a calar alguém para sempre.
São os que levantam a voz contra a corrupção, porque as pessoas querem-se sérias, mas que fazem downloads ilegais, prejudicando diretamente os artistas.
São os que levantam a voz conta a pobreza, porque há tanta gente a passar mal por este mundo, mas que nunca perderam um minuto a falar com um sem abrigo.
São os que dizem, de peito cheio, que o mundo é um sitio de gente má, mas que nunca ponderaram fazer nenhum tipo de actividade social.

Somos todos muito bons a defender o nosso metro quadrado. Temos os moralismos todos estudados. Defendemos o bem e, se alguém ousar contrariar-nos, temos uma mão cheia de ofensas e uns olhos tapados a tudo o resto. E depois, temos esta falta de empatia assustadora uns pelos outros e eu fico sempre surpreendida como somos capazes de defender tanto a democracia.


Ai, este mundo:

Os homens serão sempre razoavelmente básicos, porque são violentos e as mulheres incontornávelmente as suas vítimas.

Dois e dois são quatro:

As pessoas só respondem a duas emoções: O medo e o amor.
Quando nos afastamos de uma, começamos a caminhar para a outra.

Ódios de estimação:

Blind Zero.

Incongruências:

Não conhecemos os nossos vizinhos mas eu gosto muito de viajar para conhecer pessoas e culturas novas.

Sim, é.

"É sempre tudo como tu queres!"