Amanhã já é hoje e hoje é tão agora:

Nunca quis mais do que isto. Um sorriso sincero e uma possibilidade infinita de escolhas para viver.
Tornamos eternos os melhores momentos e continuamos convictos que fizemos sempre o melhor. A velhice é imune ao tempo e a juventude não depende da idade. Esquecemo-nos disto vezes sem conta mas quando a senhora vestida de preto entra no autocarro levantamo-nos para ela sentar-se. Temos esta parca capacidade para reconhecer nos outros o que queríamos que reconhecessem em nós. Suspiramos, olhamos à volta, continuamos a acreditar que fizemos sempre o melhor. Não há linhas a separarem as nossas certezas. Regressamos aos sítios onde fomos felizes e crescemos outra vez. Estamos sempre a um passo de tornarmo-nos melhores e quando damos esse passo já percorremos um caminho e temos mais uma possibilidade infinita de escolhas para viver.
A cada passo. No virar de cada esquina. Na imensidão dos dias que nos faltam atravessar. Na vertigem dos medos. No fulgor dos dias, faça chuva ou faça sol. Nas tempestades que se avizinham e em todas as bonanças que irão resultar daí. Hoje é sempre o momento. De regressar aos sítios onde fomos felizes. De crescermos outra vez. De darmos o passo na direcção certa, mesmo que viajemos de autocarro e alguém nos roube o lugar. Hoje é sempre o momento.

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