os homens medem-se mais pela maneira como reagem a uma provocação do que pela provocação que fazem aos outros:

Não sei quantas horas trabalha o Blatter enquanto presidente da FIFA. Imagino que muitas, tantas que às vezes precise de distanciar-se disso.
Blatter é um homem igual a nós. E qualquer homem é educado para formar opiniões com os pormenores que absorve do ambiente em que está inserido.
Blatter é presidente da FIFA mas não deixe de ter uma opinião. Blatter pode expressar a sua opinião porque embora seja presidente da FIFA, continua a ser homem antes e depois disso, sempre.
Há horas em que Blatter é o homem e há horas em que Blatter assume um cargo na FIFA. E, parecendo que não, uma coisa separa-se da outra porque Blatter não é vinte e quatro horas seguidas uma coisa ou outra. Blatter em vinte e quatro horas tem direito a ser uma coisa e outra.
E quando Blatter, num evento privado, expressa a sua opinião, não está a assumir o cargo mas o homem que é.

Portugal revira os olhos, suspira e faz petições porque para criticar os nossos estamos cá nós. E esquecemo-nos que a liberdade também é isto, ouvir o que não gostamos com a mesma condescendência que gostamos de dar a nossa opinião.

No meio desta historia, o único que poderia ter o direito de ter uma opinião sobre o que Blatter disse, era o próprio Cristiano e, ainda assim, foi dos que falou menos.

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