Te echo de menos:

Já não sei se esperar é um ato de coragem. Não sei se o que sobra é amor ou um instinto de sobrevivência muito apurado. O tempo faz-nos velhos e é por isso que toda a gente foge dele. A vida morre, as pessoas mudam mas o tempo nunca acaba. O cabrão do tempo que faz-nos mudar de planos, que adia a nossa vida porque o momento ainda não é o certo. Esse gajo despersonificado que faz-nos ouvir pedidos de desculpa pelos atrasos. E eu espero sem saber de que espera sou feita. Espero porque há dias que tenho tempo para esperar. Espero porque o mundo é tão pequeno e há tanta gente. Tanta gente a levar tristezas dentro. E esperas. E alegrias. Tanta gente num mundo tão pequeno à espera de tanta gente. Esperamos uns pelos outros e pode acontecer aparecer-nos alguém melhor do que aquilo que esperávamos. Pode acontecer que nesse ato solitário (ou corajoso?) de esperar possamos refazer-nos e mudar também aquilo pelo qual esperamos. E então, nesse momento, já não esperamos por aquele que nos fez esperar mas por este que nos diz que há-de chegar. E esperamos porque o tempo faz-nos velhos e nós não o queremos apanhar. Foge dele.

Tu quédate:

Evito-te mais do que uma criança evita a cama na hora de adormecer. Fazes o meu telemóvel tocar e, nesse preciso instante, começa a doer-me a barriga, tenho vontade de ir à casa de banho, só mais uma vez. Peço para contarem-me uma história e quando terminam, já não tenho dores na barriga mas fome. Nunca somos tão bons como parecemos nem tão maus quanto pensam. Na incapacidade de conseguir-te falar, escrevo-te para ficares.

Nous étions formidables:


Da psicanálise:

Confundiram o meu ato falhado por uma falha de atenção e, no entanto, não esqueço que isto foi uma manifestação reprimida.

A educação sexual nas escolas:

É uma vergonha porque limitam-se a falar em contraceção e DST's a miúdos que vão para casa e encontram pais que nem sequer sabem explicar o que é o amor.

É esta a profissão mais importante do mundo?

Percebemos que a educação está muito mal em Portugal quando lemos que professores conseguem ter as as mesmas atitudes que os seus alunos.

Porque é que as mulheres fingem orgasmos?

Uma palavra: Ge-ne-ro-si-da-de.

Eu sou Deus:

Isto de ter uma grande auto-confiança não é o resultado de muitos sucessos. É uma certeza muito evidente de que serei sempre a primeira e última pessoa com quem posso realmente contar. É saber que o meu corpo não se há-de separar de mim. É ter noção de que, aconteça o que acontecer, nunca deverei satisfações a ninguém senão a mim.
No fundo, isto de ter uma grande auto-confiança resulta de um fracasso e de uma habilidade parca de acreditar que serei boa o suficiente para manter os outros comigo o tempo todo.

Sobre o talento:

Ver a Miley Cyrus na The Backyard Sessions cala a boca a tanta gente.

Ser bombeiro no inverno:

Poucos conhecem o desespero. É uma coisa tão forte que eu espero que poucos o tenham visto. O desespero e a angustia têm muita força. Não há desespero nenhum na morte em si. Não é desesperante morrer-se numa cama ou numa sala de operações. O desespero cresce pela dor que vemos sentir à nossa frente.

O desespero vem do sangue. Na bala que ficou dentro do corpo. De alguém que nos pede para morrer. O desespero vem dos gritos. Em pais que pedem milagres. Nas costelas partirem debaixo das mãos durante uma reanimação. O desespero vem das palavras. Das más e das feias, mesmo quando as últimas são sempre de amor. No desespero também há amor. Camuflado, escondido mas o amor continua lá. O desespero é a violência. É um corpo sujo de nódoas negras. É uma corda ao pescoço e nada mais a fazer. É o choro dos outros e nada mais a fazer. O desespero da negação quando já não há nada a fazer. É no início da vida já existir uma sentença de morte. O desespero é quase sempre o fim. O desespero é pegar na caçadeira e matar o melhor amigo por causa de um jogo de futebol. É estar no mesmo metro quadrado com alguém que matou outra pessoa minutos antes. O desespero é à beira da morte recusar uma ida ao hospital porque não temos dinheiro para pagar o regresso a casa.

Poucos conhecem o desespero como os bombeiros conhecem. Mais do que isso, poucos têm noção do desespero que os bombeiros conseguem ver. Ninguém sai de um serviço a olhar o mundo da mesma maneira porque o desespero está lá. E é no desespero que ligam a pedir ajuda, é no desespero que aparecem, é com o desespero que lidam e é o desespero que levam para casa.
É por isso que todos podem ser bombeiros mas poucos aparecem por lá.


Estas palavras non son mas que emociones:

Escribo para dejar de extrañarte. Cuesta más olvidar que hablar.
Oye, lo mundo sigue increíble, tio. Lo colibri bate las asas 80 veces por segundo, las hormigas todavía no duermen... Tudo sigue igual.
En cada segundo ocurren cientos de milagros.
¿Cuál sería nuestro futuro?

A música é uma cena muito abstrata:

Ninguém repara mas o Anselmo Ralph é o Mickael Carreira de Angola. 

A Ivone e eu - Do verbo prevenir:

Vamos abraçar-nos todos os dias até ao dia 17 deste mês.
O mau olhado e a inveja andam aí, temos de prevenir-nos.

Os Silence 4:

Vendaram mais de meio milhão de disco. Talvez um fenómeno como os Silence 4 não volte a acontecer em Portugal.
1998, nascia o Silence Becomes It e eu começava a gostar de música.
Dois discos em dois anos. Fui à estreia do segundo em Leiria mas ainda não perdoei os meus pais por não me terem deixado ir ao concerto do Coliseu com 15 anos. 
1998 e arriscaram cantar em inglês.
1998 e nascia uma das melhores bandas portuguesas de sempre.
Estávamos em 1998 e eu nunca mais olhei para a música da mesma maneira.
Foram uma banda do caraças, diga-se o que se disser. 

Vão voltar para dois concertos em 2014 e eu fico muito feliz.

El puto inverno:

Gracias por aquel hermoso año, que vivimos una vez y fue tan bonito que jamas se repetirá algo igual.  Que no se corte la locura, seguir matando algo.

Che cosa vuoi che te dica io?

Fazes anos hoje e não sei como dar-te os parabéns.
Começo sempre a dizer-te como foste importante para mim e acabo sempre a dizer que desejo-te o melhor. Passado um mês tu retribuis-me e eu continuo sem saber como agradecer.
Talvez hoje diga que foi por tua causa que aprendi a por-me no lugar dos outros e que isso foi, provavelmente, das coisas mais bonitas que alguém já me ensinou.

A vida é um comboio, este blog esteve para chamar-se assim:

E dei de caras com aquela pergunta: E se voltasses atrás seis anos e meio no tempo?

Desdobrei-me em mil memórias. Seis anos e meio depois, a vida continua um comboio. Não sei se ainda me resta alguma coisa desse tempo. A pessoa que foi não é a mesma pessoa que veio. Sabia que um dia ia olhar para trás e reparar que tudo aconteceu há muito tempo. Mas... E se a pessoa que veio, voltasse atrás, seis anos e meio?

Quantas vezes podemos mudar? 

Dá-me um like:

Nem tudo é mau, foi preciso outra pessoa morrer para deixarm de falar do Walker

Dá-me um like:

Todos adoravam Mandela. As pessoas são tão boas quando morrem. Eu ainda estou viva e sou tão má que enerva-me ver o homem no facebook, scroll sim scroll não.

5 de Dezembro:

Nunca te esqueço. Estás entre os dias mais importantes e os mais bonitos da minha vida.
Hei-de ser sempre uma parte de ti. Que estranha, esta sensação de ver-te chegar e, ainda hoje, conseguir voltar a sentir tudo o que senti há uns anos.
5 de Dezembro, trato-te como pessoa e tirava dez anos da minha vida para ver-te outra vez. Sei que não voltas e ao mesmo tempo continuas por aqui.
Obrigada pelas memórias.

Como é que se cresce?

Não é o que se vive, é o que se vê.

Dos mesmos criadores de "Só eu é que sei e os outros estão todos mal":

Há uma cobardia grande nas pessoas que criticam reality shows e cantores como o Justin Bieber ou a Britney Spears.
Gostava muito de discutir o assunto com alguém que tenha uma ideia diferente, fica aqui a dica.

Do verbo respeitar:

Olharmos para a pessoa com quem falamos como se fossem a pessoa mais importante para nós naquele momento.
E são mesmo. Da senhora que me dá o troco no supermercado até à minha mãe.