Ainda bem que odeias perder:

Não é por ser português porque nem gosto muito de nós. É por alimentar um sonho com trabalho, pela convicção forte do caminho que quer seguir, pela determinação em cada passo. Tenho muito respeito pelas pessoas que se tornam naquilo que querem ser porque é tão difícil termos vontade o tempo todo. É tão difícil querer muito e sempre a mesma coisa. Existem lesões, um cansaço que a satisfação às vezes não paga, uma adolescência vivida a meio gás e uma vida dedicada a um objectivo pouco provável porque um objectivo decidido aos 12 anos vem com a utopia e o risco inerentes à idade. Não é por ser português, juro! É a minha admiração pelas pessoas que não se perdem. Por aquele que aos 23 e aos 28 anos consegue ser o melhor do mundo naquilo que se propôs fazer quando tinha 12 anos. Por aquele que não tem medo de dizer que é o melhor quando é, verdadeiramente o melhor, mesmo que chore no momento de receber o prémio. A minha admiração é por aquele que aos 12 anos foi para Lisboa por um sonho e hoje continua a ser só um miúdo a querer jogar à bola.

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