Não pedimos o fim, mas não nos importamos se acabar assim:

Não há, como nos filmes, aquele som aterrador do monitor que nos mostra a linha reta e continua (paradoxalmente, o fim, também). Há um silêncio e um arrependimento instintivo e instantâneo, sem paralelismo com nada. É nesse momento que o mundo para. Está ali mas já não está. Foi o melhor mas não foi. Era isto que se queria mas não era. A morte foi a primeira verdade que aprendemos e a mais difícil de assumir quando chegamos ao fim. Vivemos toda uma vida a saber que vamos morrer e quando a morte chega é sempre traiçoeira, desprevenida e devastadora. Há a tristeza com a saudade e a vontade. Foi uma escolha mas já não é apesar da morte não ser escolhida porque é sempre traiçoeira, desprevenida e devastadora.

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