Quebramos os dois (é quase pecado o que se ignora):

Tu não sabes porque tu não vês. Tu não tens porque tu não dás. Tu vais porque foges. Adeus e até um dia. Adeus, vemo-nos por aí. Eu não toco com medo de partir. Não dou o nó nem desfaço o laço. Eu não digo porque não sinto. Não me despeço porque estou. Bom dia. Olá outra vez.
Tu não estás mas eu estou. Tu não vais mas eu vou. Tu transformas e eu mudo. Tu queimas e eu apago. És de tempos mas eu de compassos. Tu és de marés e eu sou de luas. Eu sou quem parte mas és tu quem se esconde.
Alguém que toca. Outro que foge. Alguém que conquista e outro que seduz. Um que quebra e outro que abre. Um que se despe com o intuito de amar-te. Diz o meu nome, quero-te outra vez.

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