O amor sustenta relações agarrado à esperança que tudo mude:

O amor pode ser um sítio cruel, uma faixa de gaza cheia de militares armados prontos a disparar. Há alturas que o amor é uma falência emocional, um coração e um corpo violados em prol de um ego pequeno demais para negar. Nesta visão absoluta e definitiva, esgotam-se os recursos e a capacidade emocional para resistir. A mágoa partilha-se mas não se devolve, o destino faz equipa com o amor e a história volta a repetir-se numa fatalidade difícil de entender. Na falta de amor buscamos o excesso e vivemos sempre em desequilibro, agarrados à imagem daquilo que nos foram fazendo acreditar.

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