Um dia havemos de falar sobre isto:

Há sentimentos que nascem para serem amarrados e depois, com o tempo, serem desembrulhados, em doses pequenas. Aqui e ali, cozinhar a lume brando e apagar assim que ferver. É um ditador a tempo inteiro dentro de nós, uma vontade recalcada ou uma cidade a viver sempre em lusco fusco.
Prendo-o mas não o digo. Não digo porque o prendo mas só o prendo porque não o digo. Um ciclo vicioso, a nódoa que não sai daquela camisola mas que teimamos vestir.


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