We can live our misbehaviour:

Não tenhas pressa: Os erros vêm ao de cima com a mesma rapidez que as virtudes afundam. Hás-de ter sempre um par de dedos apontados como revolveres carregados. O bem passa e o mal perdura e tu, vais ser sempre o vilão até ao dia da tua morte mas os bons serão sempre aqueles que conseguirão carregar esse peso, sem saber que o suportam. Não tenhas pressa de viver até à minúcia, nenhuma felicidade é feita em alta velocidade porque a memória alimenta-se de momentos que demoraram a esquecer.

Love the silence but don't die of it:

O que mata é o que se sabe mas não se diz. A verdade pode esconder mentiras e nas omissões pode encontrar-se a veracidade do pormenor que, afinal, importa. Não basta ser fidedigno, a autenticidade das palavras não me comove e o silêncio é, muitas e simultaneas vezes, a melhor arma e também a melhor armadura. Quando o que provoca é o mesmo que evita, a única guerra é dentro de nós. 

The more you change the less you feel:

Quando acordámos, eu já era outra. A minha avó tem razão, há momentos em que devíamos morrer para nascer outra vez. Conheço-te o corpo mas não te leio o olhar. Sabes o cheiro mas não imaginas o que vai por dentro. Há histórias que começam e acabam ainda de noite, ruas que se desdobram em cima da curva, caminhos que se desbravam de olhos fechados. Ainda não sei se é a falta do medo ou o excesso de coragem, porventura a loucura de viver sem ver o dia mas quando acordámos, eu já era outra e os crimes podiam estar todos por acontecer.

O peso da cultura:

Na Noruega é proibido detectar a síndrome de down durante a gravidez.
Em Portugal, 90% das mães opta por abortar quando sabe da possibilidade de ter um filho com um cromossoma extra. 

Go straight to hell - Paradoxos de um raciocínio brilhante:

Sempre que nos sentimos ofendidos com um adjetivo é porque estamos a ofender alguém.

Não te canses de mim:

Conheces-me melhor do que aquilo que sei. Mais do que aquilo que mostro. Talvez eu seja o único livro que lês. O único livro que escrevo. Conheces-me porque sou tua como nunca soube ser de mais ninguém. Não me cansarei de ti, contigo sou sempre feliz.

O QI nos países ocidentais está a baixar:

Umas palavras ditas um tom acima. Um encolher de ombros. Gestos obscenos e ofensas tão primitivas quanto aquilo que somos. Pagamos em raiva como quem quer receber o troco em amor. Uma palavra dita por nós é uma verdade consumada e, a mesma palavra dita por outra boca, pode ser uma calunia com uma indignaçao a ferver dentro de nós.
Seremos sempre pequenos para aceitar que numa história de dois só a verdade tem razão.

Enquanto durar:

Não quero atrasar o momento nem perdurar nele. Não te nego, ainda que a tua presença não seja sentida. Perdemo-nos num regresso quase imperfeito de tantos atalhos, quase condizente como as palavras que saiem da nossa boca. Já precisei de ti para ser eu com todos os caminhos que percorreste para chegar até mim. Quando os nossos detalhes se apagarem, não restará nada senão o olhar de quem quis ser feliz. Por enquanto, o que nos une continua a ser muito mais do que a felicidade.