Eu sinto ter ainda no meu peito coisas tuas:

Aprendo-me no cansaço. Os dias confundem-se e o presente vive-se em catadupa. Eu não volto aos sítios onde fui feliz mas o futuro desenha-se com os contornos do passado. Dentro do fim que somos há sombras que se movem. A verdade nunca foi tão lúcida e tão presente. Não há fronteiras que me limitem nem mares que me afoguem. Mato a lógica mas és tu quem eu enterro, a inocência de compreender a incongruência das coisas que não sinto. Cedo-me ao eventual destino sem acreditar nele, lembro-me que a sorte aparece para nos apresentar ao azar. Há medos que chegam tarde e segredos a morrerem surdos. Dentro das minhas dores encontro o teu nome. Encontro todas as razões que me prendem. Eu sou um relógio que não pára. Todas as emoções doem. Nunca deixei cair as palavras que guardo para ti mas é dos gestos que vivemos, que não esqueçamos isso.

1 comentário:

  1. Há dores que só falam quando deixam de doer *
    Beijo grande

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