A morte é injusta mas a vida é merecida:

É a morte que me acorda todos os dias a lembrar-me que a vida existe e não são só três dias, é o tempo que conseguir vive-la a ser feliz paralelamente. Não é a morte que me faz viver mas é dela que fujo porque não a projeto no futuro, é um passado que vou deixando para trás. Sempre que corro para a vida, ressuscito um novo dia, com a mesma certeza que a morte já me habituou. É uma maratona dentro de mim, porventura um destino já traçado que faz da morte um rival que compete em vantagem. Adormeço descansada da morte do dia que passou. Acordo para a vida e concilio o cansaço que é correr todos os dias contra mim. Um dia, sei que vou perder para a morte mas até lá sou eu a impor-lhe a minha vida.

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