É dos gestos que vivemos:

A frontalidade mata porque  é uma luta pela sobrevivência, um instinto demasiado feroz que valora um ego pequeno demais para provar do seu próprio veneno. A frontalidade, essa cabra com pernas, que se orgulha a toda a hora, faz demasiado estrago para o bem que assume. As palavras enterram esperanças e dissipam dúvidas, e a frontalidade apregoada, como se de uma louvação se tratasse, segue a ordem natural de tudo o que não é pensado. Destrói mais do que elogia e faz frente a qualquer tentativa sincera de honestidade. Diz-me que és frontal, que dizes tudo na cara. Diz que não te importas com aquilo que os outros pensam porque encolhes os ombros e fazes o que te apetecer.  Diz-me que não mudas por ninguém e sempre foste assim. És um herói  que escolhe armas para promover a paz e eu presumo-te inocente da vida que tens porque ninguém é capaz de travar guerras sozinho.

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