Quando a vossa liberdade impede a minha estupidez:

Existirem blogs cuja aprovação de comentários fiquem ao critério dos seus autores é sempre um mau principio de conversa.
Não é bonito limitar a liberdade dos outros. Por mais estúpido ou ofensivo que um comentário seja, se-lo-á de modo publico ou privado. Ficar à mercê de uma aprovação é so por si partir em desvantagem ou então uma incapacidade de lidar com opiniões diferentes.

Não há ca heróis:

Aceito o reconhecimento e os agradecimentos mas sempre que se elevam os bombeiros (de verão) a heróis estão a dizer nas entrelinhas que a solidariedade e a entreajuda não são qualidades à disposição de todos.
É preciso ser muito pequeno para achar a normalidade extraordinária.

Os bombeiros voluntários não são coitadinhos:

Não tenham pena dos bombeiros, especialmente os voluntários. Alistam-se de livre vontade, como uma atividade extra-curricular ou um passatempo. Entram porque acham que gostam, ficam porque ganham gosto e desistem quando querem. Não tenham pena, não falem em dinheiro e não comparem preços. Não se incomodem em reconhecer qualquer ato de heroísmo nem se preocupem com a familia que deixam para trás. Não saturem as redes sociais nem aborreçam o Marcelo a pedir condecorações. Perguntarem porque é que os politicos não vão para o terreno ou os militares não ajudam mais é por em causa a formação de homens e mulheres que durante todo o ano aprendem a ser melhores. Sobretudo, não tenham pena porque não é tristeza fazer o que se gosta. Não misturem altruísmo com prazer e sacrifício com satisfação. Não façam contas às horas que dormem porque qualquer um deles pode ir para casa. Acabem com a hipocrisia romântica de que alguem arrisca a vida pelos outros porque isso é so uma consequência de fazer-se o que se gosta.
Nao tenham pena dos bombeiros voluntários, não os vitimizem porque ir para o quartel está ao mesmo nível de ir ao treino de futebol ou para as aulas de piano. Ninguém é mais herói por fazer o que gosta e cada um escolhe como ocupar o tempo. Gostamos de ser bombeiros e, por coincidência, isso até é porreiro para os outros. Mas se não fosse, gostávamos igualmente de ser bombeiros, tal e qual como qualquer jogador de futebol.