Apontamento sobre a felicidade:
Dos caminhos:
Somos a transição entre o que fomos e o que seremos.
Vamos sendo apenas caminho para aquilo que queremos ser mas podemos ser o caminho para tudo.
Vamos sendo apenas caminho para aquilo que queremos ser mas podemos ser o caminho para tudo.
Da improbabilidade:
Fazer o bem com pessoas que só conseguem ser más.
Parece impossível mas acontece e é notável.
Parece impossível mas acontece e é notável.
Saudade:
O que é isso de ter saudade?
Pergunto-me desde que acordei o que significa esta palavra.
Sempre a tive comigo. Sempre a ensinei. Mas hoje não a entendo. Não a resolvo.
Tenho saudades do tempo onde não havia nada para justificar.
Hoje li uma mensagem de manhã. Entre outras coisas dizia: "B, gosto muito de ti". Isto dá-me saudades.
Dá-me saudades de não ter feito um caminho diferente que em tempos escolhi.
Os vários caminhos que nós escolhemos.
Saudades de dar vida em busca de vida.
Saudades de ti, que devias entrar aqui pelo quarto adentro.
Saudades de mim. Sinto saudades de ti.
Um abraço.
Um olhar nos olhos.
O coração dói-me e eu quero chorar. Mas são seis da tarde e ninguém chora às seis da tarde.
Espero mais. São dez da noite. Talvez já possa.
Hoje acordei com isto na cabeça e fiz da saudade a minha pior inimiga.
Pergunto-me desde que acordei o que significa esta palavra.
Sempre a tive comigo. Sempre a ensinei. Mas hoje não a entendo. Não a resolvo.
Tenho saudades do tempo onde não havia nada para justificar.
Hoje li uma mensagem de manhã. Entre outras coisas dizia: "B, gosto muito de ti". Isto dá-me saudades.
Dá-me saudades de não ter feito um caminho diferente que em tempos escolhi.
Os vários caminhos que nós escolhemos.
Saudades de dar vida em busca de vida.
Saudades de ti, que devias entrar aqui pelo quarto adentro.
Saudades de mim. Sinto saudades de ti.
Um abraço.
Um olhar nos olhos.
O coração dói-me e eu quero chorar. Mas são seis da tarde e ninguém chora às seis da tarde.
Espero mais. São dez da noite. Talvez já possa.
Hoje acordei com isto na cabeça e fiz da saudade a minha pior inimiga.
Palavras simples:
Naquelas paredes, escrevíamos a vida e imaginávamos todos os sonhos.
Ali, naquele quarto, de paredes brancas e mobília nova.
Uma resma de papel e nós escrevíamos.
Aquele quarto era o nosso mundo. Naquelas paredes desenhámos os nossos sonhos.
Escrevia para ti num livro para que pudesses ler no dia a seguir.
Escrevíamos um diário sem o rigor temporal.
Eu e a J. éramos intemporais.
Eu escrevia sobre o amor. Ela escrevia sobre o amor pelas coisas.
Escrevíamos uma pela outra e o amor de escrever era maior do que tudo.
Vivíamos muito. Vivíamos a vida que sabíamos temporal.
Vim embora e deixei coisas para trás.
Perdi amigos. A J. também ficou para trás.
Acabámos por viver as vidas que a vida nos deu. As imagens da nossa vida uma na outra desapareceram - é uma memória.
Separaram as nossas vidas. Um dia escreveste-me uma carta e pediste-me para ser simples.
Foi essa carta, que já não guardo, que mudou a minha vida. Esse pedido, simples.
Sei que li a carta em casa e não parei de chorar. Li-a uma. Duas. Três vezes.
As palavras da J. sempre me tocaram. As boas. As más. E as simples, também.
As palavras juntaram-nos. E a vida separou-nos.
Que a vida nos volte a dar uma à outra.
As tuas palavras continuam na minha cabeça. E agora, mais do que nunca, as memórias percorrem-me constantemente.
Hoje, quando estava deitada ao sol, vi raros momentos de beleza. Reparei que ao virar da esquina, estão as nossas melhores imagens. Não vou deixar de virar as esquinas. Não deixes de virar as esquinas.
Simples: Tenho saudades tuas, J.
Ali, naquele quarto, de paredes brancas e mobília nova.
Uma resma de papel e nós escrevíamos.
Aquele quarto era o nosso mundo. Naquelas paredes desenhámos os nossos sonhos.
Escrevia para ti num livro para que pudesses ler no dia a seguir.
Escrevíamos um diário sem o rigor temporal.
Eu e a J. éramos intemporais.
Eu escrevia sobre o amor. Ela escrevia sobre o amor pelas coisas.
Escrevíamos uma pela outra e o amor de escrever era maior do que tudo.
Vivíamos muito. Vivíamos a vida que sabíamos temporal.
Vim embora e deixei coisas para trás.
Perdi amigos. A J. também ficou para trás.
Acabámos por viver as vidas que a vida nos deu. As imagens da nossa vida uma na outra desapareceram - é uma memória.
Separaram as nossas vidas. Um dia escreveste-me uma carta e pediste-me para ser simples.
Foi essa carta, que já não guardo, que mudou a minha vida. Esse pedido, simples.
Sei que li a carta em casa e não parei de chorar. Li-a uma. Duas. Três vezes.
As palavras da J. sempre me tocaram. As boas. As más. E as simples, também.
As palavras juntaram-nos. E a vida separou-nos.
Que a vida nos volte a dar uma à outra.
As tuas palavras continuam na minha cabeça. E agora, mais do que nunca, as memórias percorrem-me constantemente.
Hoje, quando estava deitada ao sol, vi raros momentos de beleza. Reparei que ao virar da esquina, estão as nossas melhores imagens. Não vou deixar de virar as esquinas. Não deixes de virar as esquinas.
Simples: Tenho saudades tuas, J.
Que nunca fique nada por dizer:
Hoje comecei a saber a palavra saudade.
Estás aqui. Sei que estás.
Uma palavra, nada mais.
Um caminho. Uma poesia.
Um avião que aterra.
Um. Dois minutos depois.
Uma letra.
Uma cama.
Um meio. Um corpo.
Um. Dois. Três. Silêncio.
Um arrepio.
Uma e outra vez.
Uma paixão.
Uma melodia. Uma palavra.
Nada. Zero. O inicio.
Um caminho.
Sim e não.
Uma música.
Uma partida. Um final.
Uma vida. Duas vidas.
Uma palavra. Uma única palavra.
Mil memórias.
Estás aqui. Sei que estás.
Uma palavra, nada mais.
Um caminho. Uma poesia.
Um avião que aterra.
Um. Dois minutos depois.
Uma letra.
Uma cama.
Um meio. Um corpo.
Um. Dois. Três. Silêncio.
Um arrepio.
Uma e outra vez.
Uma paixão.
Uma melodia. Uma palavra.
Nada. Zero. O inicio.
Um caminho.
Sim e não.
Uma música.
Uma partida. Um final.
Uma vida. Duas vidas.
Uma palavra. Uma única palavra.
Mil memórias.
What if....
E se em vez de guiarmos a vida pela condicionante de que o mundo pode acabar amanhã, nos deixassemos levar pela certeza de que o mundo começaria amanhã?
Vou pensar nisto.
Vou pensar nisto.
We were so young and invincible:
Podíamos ter sido tudo.
E, de facto, fomos.
Do amor ao ódio. Do silêncio aos gritos.
Da vida à morte. Da presença à ausência.
Dos sorrisos às làgrimas. Da coragem ao medo.
Da descoberta ao conhecido. Da àgua ao fogo.
Do início ao fim.
Fomos tudo. Percorremos o espectro todo.
Esgotamo-nos de possibilidades.
Talvez, por isso, já não haja mais nenhuma história para viver.
(Está tudo bem. só não sei se ainda somos tão felizes)
E, de facto, fomos.
Do amor ao ódio. Do silêncio aos gritos.
Da vida à morte. Da presença à ausência.
Dos sorrisos às làgrimas. Da coragem ao medo.
Da descoberta ao conhecido. Da àgua ao fogo.
Do início ao fim.
Fomos tudo. Percorremos o espectro todo.
Esgotamo-nos de possibilidades.
Talvez, por isso, já não haja mais nenhuma história para viver.
(Está tudo bem. só não sei se ainda somos tão felizes)
A emoção da vitória. As lágrimas da derrota. Os abraços depois de tudo.
Nunca mais será o que era. A verdade é que dói.
Escondo o receio de encarar a vergonha que é estar triste porque se quis.
Escorreguei naquele dia de Verão.
Faltavam dez segundos, lembro-me desse momento. Eu não consegui suster as lágrimas. Os últimos dez segundos. Tinha-vos comigo, sessenta minutos. Uma vida. Os dez segundos do fim. Depois do fim. Sempre. Sempre vocês. Sempre nós.
Chorámos. Chorámos muito. Ali, naquele círculo nosso, dentro de paredes que sabíamos de cor. O preto e o branco. As linhas que marcavam a nossa vida.
Depois aquele silêncio. Não há silêncio como nosso. Não é um silêncio reconfortante. É o silêncio de quem tem muito para dizer. O silêncio de quem está a dizer tudo.
Não sei quanto tempo estivemos assim. Em silêncio. No nosso abraço. Com uma paz atribulada. A paz de quem sabe que o mundo vai acabar mas que ainda está ali, sereno, a aproveitar aquele abraço, pela última vez.
Sacralizei esse momento. Volto lá muitas vezes. Não sei quanto tempo estivemos ali. Cinco segundos. Cinco minutos. Talvez a nossa vida.
Vocês choravam por mim. Eu chorava por todas.
Nunca mais será o que era. E isso dói. Somos sempre inferiores ao tempo.
Quando dizem que gostam de mim, eu penso sempre em vocês. Porque o melhor de mim, foi construído por vocês. Isto que sou, é muito mais vosso do que meu. Isto que me tornei, são vocês dentro de mim. Por isso, quando gostam de mim, não é de mim que as pessoas verdadeiramente gostam. É de vocês.
Da boa vontade da M. Da cumplicidade da E. Da amizade da G. Do bom humor da S. Da vontade da C. Do espírito da V. Da força da R. Da ambição da B. Da segurança da I. Da calma da X. Da criatividade da P. Da atitude do R. Da convicção do A.
Posso morrer mas não vos quero perder.
Podem partir mas não me podem deixar.
Às vezes, abdico da minha vontade para tentar não me afastar do vosso olhar porque nunca mais será o que era e isso dói.
Escondo o receio de encarar a vergonha que é estar triste porque se quis.
Escorreguei naquele dia de Verão.
Faltavam dez segundos, lembro-me desse momento. Eu não consegui suster as lágrimas. Os últimos dez segundos. Tinha-vos comigo, sessenta minutos. Uma vida. Os dez segundos do fim. Depois do fim. Sempre. Sempre vocês. Sempre nós.
Chorámos. Chorámos muito. Ali, naquele círculo nosso, dentro de paredes que sabíamos de cor. O preto e o branco. As linhas que marcavam a nossa vida.
Depois aquele silêncio. Não há silêncio como nosso. Não é um silêncio reconfortante. É o silêncio de quem tem muito para dizer. O silêncio de quem está a dizer tudo.
Não sei quanto tempo estivemos assim. Em silêncio. No nosso abraço. Com uma paz atribulada. A paz de quem sabe que o mundo vai acabar mas que ainda está ali, sereno, a aproveitar aquele abraço, pela última vez.
Sacralizei esse momento. Volto lá muitas vezes. Não sei quanto tempo estivemos ali. Cinco segundos. Cinco minutos. Talvez a nossa vida.
Vocês choravam por mim. Eu chorava por todas.
Nunca mais será o que era. E isso dói. Somos sempre inferiores ao tempo.
Quando dizem que gostam de mim, eu penso sempre em vocês. Porque o melhor de mim, foi construído por vocês. Isto que sou, é muito mais vosso do que meu. Isto que me tornei, são vocês dentro de mim. Por isso, quando gostam de mim, não é de mim que as pessoas verdadeiramente gostam. É de vocês.
Da boa vontade da M. Da cumplicidade da E. Da amizade da G. Do bom humor da S. Da vontade da C. Do espírito da V. Da força da R. Da ambição da B. Da segurança da I. Da calma da X. Da criatividade da P. Da atitude do R. Da convicção do A.
Posso morrer mas não vos quero perder.
Podem partir mas não me podem deixar.
Às vezes, abdico da minha vontade para tentar não me afastar do vosso olhar porque nunca mais será o que era e isso dói.
Deixa que o silêncio se torne cúmplice:
Falei de ti e contei-lhe o nosso fim.
E, pela primeira vez na vida, consegui relembrar-te sem sentir mágoa do fim das coisas que julgávamos eternas.
Sei que não mudaste e que continuo a conhecer-te bem.
Apeteceu-me ligar-te para contar a minha vontade de que sejas sempre feliz.
No Verão, havemos de nos cruzar por entre o fogo. Vou sorrir-te e saberás que apesar de tudo, serás sempre alguém sem lugar nem tempo para mim.
E, pela primeira vez na vida, consegui relembrar-te sem sentir mágoa do fim das coisas que julgávamos eternas.
Sei que não mudaste e que continuo a conhecer-te bem.
Apeteceu-me ligar-te para contar a minha vontade de que sejas sempre feliz.
No Verão, havemos de nos cruzar por entre o fogo. Vou sorrir-te e saberás que apesar de tudo, serás sempre alguém sem lugar nem tempo para mim.
Hei-de ver-te para sempre, L.
Sometimes holding hands is safe
Some other times, it's all we've got.
It takes courage, love, time and space.
But it brings a lot of things worth the try.
(I will always have my hand sliding towards yours)
It takes courage, love, time and space.
But it brings a lot of things worth the try.
(I will always have my hand sliding towards yours)
Da vida:
Sermos o que quisermos - é a única coisa que a vida nos impõe.
O resto são escolhas nossas.
O resto são escolhas nossas.
Como se mentir fosse segredo:
- Já me mentiste?
- Sim.
- Quando?
- Se disser, deixa de ser mentira...
- Sim.
- Quando?
- Se disser, deixa de ser mentira...
Ainda sobre o dia da mãe (ou como o amor me faz pensar):
Não acredito no amor incondicional.
O meu amor por ti tem condições.
Exijo-te o abraço. A preocupação. O amparo. A melhor comida do mundo. A confiança. Até os avisos em modo repeat.
Mas, acima de tudo, exijo-te a presença.
O meu amor por ti tem condições.
Exijo-te o abraço. A preocupação. O amparo. A melhor comida do mundo. A confiança. Até os avisos em modo repeat.
Mas, acima de tudo, exijo-te a presença.
Do dia da mãe (ou as dúvidas existenciais de um domingo à noite):
Eu sei que gostas de mim.
Olho para os teus olhos e tudo o que eles me dizem traduz-se em amor.
Também sei que tens orgulho. Que faço coisas que tu, por mais que quisesses, nunca conseguirias fazer.
Sei que tens na tua vida um lugar para a minha. Que já morreste de muitas maneiras para que eu pudesse viver.
Sei tudo. Só nunca soube se gostas tanto de mim por ser como sou ou por ser tua filha.
Afinal de contas, o que mudaria se por algum acaso, eu não fosse a tua filha?
O que farias com o amor que sentes por mim?
Depois, questiono-me: Gosto de ti por seres como és ou por seres minha mãe?
Também não sei e, por isso, fico sem coragem para te perguntar o mesmo.
E, para tranquilizar-me, penso para mim que nos gostamos e isso, é capaz de ser suficiente.
Inexplicáveis, como todos os amores.
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